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Caldas das Taipas: A (des)propósito XXXI – IIIº Encontro Mundial das Capitais da Cutelaria Albacete-2020 (2)
Domingo, Abril 5, 2020

A indústria da cutelaria das Caldas das Taipas vendeu só no ano de 2018 € 39.791.536,00, do qual exportou € 25.521.569,00 tendo importado entre matérias-primas, subsidiárias, de consumo, incluído de máquinas e ferramentas o valor de € 3.365.342.00, contribuído assim para a acumulação nacional de crédito sobre o exterior, Balança de Transacções Correntes da cutelaria de Caldas das Taipas com o valor de €22.156.228,00.

Pagou a cutelaria de Caldas das Taipas de Imposto de Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) só referente à actividade do ano de 2018 a importância de € 1.975.655,00, e pagou para a Derrama Municipal de Guimarães € 125.171,00. Além do imenso dinheiro que entregou ao Estado em termos de Imposto retido aos empregados de Rendimento das Pessoas singulares (IRS). Distribuiu em Salários o montante de € 8.175.002,00, comparticipando para a Segurança Social, com a componente dos empregados só no ano de 2018 com o valor de € 2.840.812,00.

O município de Guimarães se não der a atenção merecida ao sector da cutelaria, que directa e indirectamente envolve milhares de locais, correrá o risco de lhe acontecer o mesmo que com a indústria da curtimenta que a deixou fugir para Alcanena que, para que se possa perceber da sua dimensão só no ano de 2018 vendeu só neste concelho € 207.775.684,00, e neste sector da curtimenta Guimarães apenas vendeu 1.401.144,00, cavando mais fundo as perdas sucessivas do peso na indústria e na população para outros concelhos.

Se nos curtumes, ao criar o Campus de Couros, que o quer elevar a património cultural da humanidade, por extensão do intra-muros da cidade, já resolveu dar ocupação à arqueologia industrial, ocupando as fábricas de curtumes da Ramada, e da Âncora, designadamente com o Instituto de Design e o Centro da Ciência Viva, a par do que está a suceder com a construção da Unidade Operacional da Universidade das Nações Unidas na antiga Fábrica Freitas & Fernandes, Lda, e da Escola de Música e Artes Performativas e Visuais no antigo Teatro Jordão e na Garagem da Avenida, com investimentos a rondar os 100 milhões de Euros.

Mas não teve sequer 1 cêntimo, para gastar nas unidades fabris que ficaram devolutas e lhe foram propostas para aquisição, designadamente das já extintas fábricas de cutelaria do Carregal, do Machadinho, do Escalheiro e do Marca 11.

Caldas das Taipas, que é a capital da cutelaria, no quinto domingo de Março do ano do Covid-19.