BTT Caminhos Fracos: pioneiros dos passeios de bicicleta nas Taipas
BTT Caminhos Fracos: pioneiros dos passeios de bicicleta nas Taipas
Terça-feira, Abril 10, 2018

O BTT Caminhos Fracos, é o primeiro grupo, com uma organização informal, que nasceu nas Taipas na modalidade de BTT. Organizaram durante sete edições o Passeio “Rota das Taipas” e estiveram na origen«m dos passeios noturnos realizados todas as noites de sexta-feira, durante o mês de junho.

Corria o ano 2000 quando, um pequeno grupo de cariz essencialmente familiar, começa a dar umas voltas de bicicleta. Na altura, num dos passeios que iam realizando pela região, perguntaram a uma senhora se determinado caminho tinha saída?!. Na resposta ouviram: “tem. Mas isto é um caminho muito fraco”. António Mendes Afonso recorda que mesmo assim meteram-se ao caminho, “por lá abaixo” e no final, todos concordaram: “foi tão bom. É mesmo disto que nós gostamos. O grupo vai ficar a chamar-se BTT Caminhos Fracos”. Terá nascido assim, o grupo de BTT taipense “BTT Caminhos Fracos”. São pois, sem risco nenhum em afirmá-lo, o primeiro grupo informal de BTT a aparecer na vila das Taipas.

Foram nossos interlocutores nesta conversa quatro dos cerca de vinte elementos que fazem parte do grupo. Com António Mendes Afonso, Manuel Augusto Fernandes, João Marques da Silva e Carlos Silva, mantivemos uma conversa em tom informal, revisitando histórias e momentos que, com pena nossa, não conseguimos aqui reproduzir na totalidade.

À memória são chamados os primeiros passeios realizados, já de forma mais organizada, no Gerês e Vila Praia de Âncora. “Eram passeios guiados. Ninguém passava os guias. Ia toda a gente na conversa. Depois os passeios foram evoluindo para passeios marcados, cronometrados e até competitivos. As coisas foram evoluindo de tal forma, acompanhando as tendências, que perdeu-se um pouco do espirito de lazer e convívio”.

Carlos Silva recorda que nessa altura e mesmo quando criança, quem andasse de bicicleta de capacete “era considerado parolo. Hoje em dia é impensável pensar assim. Quando se diz que as coisas evoluíram e acompanharam as tendências, também é nesse sentido”. Os restantes interlocutores chamam à conversa, a este propósito, que para além de começarem a andar de bicicleta sem capacete, faziam-no com “meias de jogar à bola, calções sem almofada, luvas de andar de mota e sapatilhas de correr e jogar à bola. Era o equipamento que tínhamos de desporto”. Ainda a este propósito, lembram um episódio no primeiro passeio realizado no Gerês em que um fotógrafo pediu a um elemento do grupo para se esconder atrás de uma árvore e mostrar apenas as luvas. “Eram umas luvas de andar de mota” atiram, a esta distância, com algum ar de gozo, reforçando no entanto que no meio dos 150 ou 200 participantes daquele passeio, apenas meia dúzia estariam equipados a rigor. “Pareciam profissionais, ao pé dos restantes participantes”, dizem. Os primeiros “equipamentos oficiais” do grupo surgem por volta do ano 2007, por altura do primeiro passeio realizado até Santiago de Compostela.

Leia a versão integral do texto na edição n.º 262 do jornal Reflexo, de Abril de 2018. Disponível nas bancas.