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Bombeiros: no 132º aniversário projeta-se a importância da Unidade Local de Formação
Quinta-feira, Maio 2, 2019

Na cerimónia de celebração dos 132 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas das Taipas foram inaugurados dois veículos, que passam a estar ao serviço da comunidade. A ocasião foi marcada pela redefinição de novos objetivos para a corporação.

Mais de duas dezenas de condecorados e três dezenas de promoções no corpo dos bombeiros marcaram as comemorações do 132.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros. Foram apresentadas duas novas viatura: uma ambulância de socorro (ABSC/INEM), tendo como padrinho o jornal “Reflexo- O Norte de Guimarães”) e uma viatura dedicada ao transportes de doentes (VDTD), tendo como padrinho Fernando da Cunha. Nesta sessão de aniversário foi descerrada ainda uma placa alusiva às obras de ampliação do parque de viaturas e assinado um protocolo com a AMEF (Associação de Médicos do Futebol), representada por Filipe Serralva.

Coube a José Luís Oliveira a primeira intervenção na sessão evocativa de mais um aniversário dos bombeiros taipenses. O presidente da assembleia desta associação destacou a estabilidade que se vive na corporação. Fez questão de salientar o facto de se tratar de uma associação “com muita história, sendo uma das mais fortes e pujantes do concelho de Guimarães, que é conhecida por ter um corpo ativo e comando de grande qualidade”. Ressalvou a liderança de José Neves Machado, que trouxe a estabilidade financeira e uma permanente aposta na renovação do material de equipamento para os bombeiros, em termos de veículos e equipamento individual. Destacou ainda outras iniciativas que marcaram o ano, caso da pintura na torre do quartel e de diversa formação, caso da Reunião Internacional de Emergência Extra-Hospitalar e da ação Medical Response to Major Incidents.

“Bombeiros precisam de um novo VUCI”, afirmou o comandante dos bombeiros

Rafael Amâncio Silva, comandante do corpo dos bombeiros taipenses, teve uma intervenção que foi direta naquilo que o corpo que dirige necessita a curto/médio prazo. Trata-se da aquisição de um veículo urbano de combate a incêndios urbanos, “pois o existente já tem 32 anos de vida”, referiu, acrescentando que o seu custo rondará os 200 mil euros.

Antes, e de uma forma natural, as primeiras palavras foram para os elementos que compõem o corpo ativo, ressalvando o empenho e disponibilidade de todos, incluindo das famílias, para o bom trabalho da corporação. Elencou algumas das atividades que marcaram este último ano, caso da formação em Seganosa (Espanha) e as duas ações acima referidas. Destacou, ainda, a pintura “espetacular” do mural do bombeiro voluntário, o alargamento do parque de viaturas, a renovação da Unidade Local de Formação (ULF), que terminará em finais de outubro, e ainda a aquisição de dois novos veículos e de 3 DEA (Desfibrilador Externo Automático) para equipar as ambulâncias de socorro com este dispositivo, para além de 60 fardas nomex e diverso equipamento em termos de luzes e luvas.

José das Neves Machado destaca papel da Câmara no apoio aos bombeiros

O presidente da direção teme que os próximos tempos não sejam fáceis, pois “as alterações que se verificam na sociedade e a falta de incentivos sociais podem levar a uma quebra dos jovens voluntários a quererem integrar os bombeiros”. Esta realidade serviu para José das Neves Machado passar a destacar a posição que a Câmara Municipal de Guimarães tem tido nos apoios aos bombeiros: “Na pessoa do seu presidente, Domingos Bragança, e da vereadora responsável pela proteção civil, Sofia Ferreira, não temos queixa alguma da compreensão e assistência da Câmara Municipal nesta área. Estão sempre presentes, quando necessário. Sentimos que o presidente da Câmara abraça esta causa da solidariedade, sente e vive os nossos problemas.”

Finalizou a sua intervenção falando para dentro da associação: “Não basta envergar uma farda para ser bombeiro”, começou por dizer, acrescentado que um bombeiro tem de ter a devida formação para desempenhar as tarefas que lhe são exigidas. Por isso, referiu a necessidade de uma maior e melhor formação nas proximidades e não se pode continuar a fazer essa formação demasiado longe da residência dos bombeiros e longe dos seus postos de trabalho. Por tudo isto, a direção tem uma forte aposta na renovação da ULF que, espera, “seja uma das melhores escolas de formação do país”.

Placa de Honra da AHBVCT atribuída a Domingos Bragança

Foi uma das surpresas do dia a entrega ao presidente da Câmara do maior galardão que a direção dos bombeiros pode atribuir. Visivelmente surpreendido e até um pouco emocionado, Domingos Bragança recebeu esta distinção “destinada a mostrar público reconhecimento por feitos de excecional relevância e de inquestionável mais valia para a Associação”.
Domingos Bragança começou mesmo a sua intervenção pela distinção recebida. Afirmou que ficou muito sensibilizado, mas que alargava esse reconhecimento a todos os taipenses e a todo o concelho.
O Presidente da Câmara defendeu, virando-se para o secretário de estado para a proteção civil presente, “uma maior proximidade com os bombeiros, seja com a sua direção, seja com o seu comando, pois só assim podemos dar uma melhor resposta para os problemas do presente e do futuro”. Defendeu que a ULF que está a ser intervencionada deverá ter um cariz fortemente distrital, mas que possa estar preparada para outras circunstâncias e que tenha uma forte preocupação ambiental.
A sessão solene teve ainda as intervenções do secretário de estado da proteção civil, José Neves e representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, Bruno Alves, que dirigiram as suas intervenções para questões da lei orgânica do setor e da aposta do governo na valorização da prevenção no combate aos incêndios.
No final desta sessão, decorreu um almoço convívio que juntou os bombeiros e amigos desta corporação que comemorou os 132 anos de vida.