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Bol$sa das Taipas
Domingo, Junho 2, 2002

EM ALTA

Padre João Felgueiras
Em Julho de 2000, a Associação e Jornal Reflexo, aproveitando a estadia na nossa vila, do Missionário Taipense procedeu à entrega de uma lembrança, de forma a assinalar a sua nomeação como Personalidade do Século XX, para área da Sociedade/Solidariedade.

Nessa mesma altura, o Jornal Reflexo divulgou uma entrevista com o Padre João Felgueiras, na qual relatava muito dos episódios horríveis que se passaram em Timor. De entre muitas das suas “confissões”, teve uma afirmação que simboliza o seu carinho pelas Taipas, terra que o viu partir para Timor há cerca de 31 anos atrás: “…Procurei, no melhor que pude, representar o povo, a igreja e os cristãos das Taipas.”.
No passado dia 19 de Maio, o Padre João Felgueiras foi condecorado em Timor pelo Presidente da República, Jorge Sampaio – um reconhecimento nacional, pelo mais alto representante de Portugal, à sua dedicação, solidariedade para com o povo Timorense.
A vila das Taipas está orgulhosa do seu conterrâneo!

Banda de Música
Com 167 anos de existência, a Banda de Música das Taipas viu-lhe reconhecido o seu desempenho, com a atribuição da Carta de Utilidade Pública que consiste exactamente no reconhecimento público de serviço prestado por esta colectividade. Espera-se que este seja um “trampolim” para que possa resolver alguns dos seus problemas. Ainda este ano vai ter a inauguração da sua sede. Um ano em pleno. Parabéns!

Armando Abreu
Muitos certamente o considerarão um “pára-quedista”. Residente nesta vila há poucos anos, diz-se defensor dos problemas das Taipas”, mas efectivamente conseguiu o que poucos Taipenses de gema conseguiram.
Em meio ano consegue ser eleito para a Junta de Freguesia, ocupando o cargo de secretário e acabou, recentemente, por ser nomeado Adjunto do Governador Civil de Braga. Esperamos que utilize os seus poderes, não para privilegiar as Taipas, mas sim para defender e ajudar a resolver os seus problemas.

EM BAIXA

População das Taipas
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas e a Associação Reflexo têm levado a cabo, nestes últimos anos, o “Maio Cultural”. Foi desolador ver o número, muito reduzido, de Taipenses que compareceram aos espectáculos realizados, durante o mês de Maio, no auditório dos Bombeiros. Aliás, esta postura da população das Taipas é frequente, também tem primado pela ausência em espectáculos organizados por outras colectividades, nomeadamente o CART, e outros espectáculos patrocinados pela Câmara Municipal de Guimarães.
Com um pouco mais de participação nas actividades sócio-culturais da vila e por ventura menos crítica de café, com certeza que a nossa Vila teria mais a ganhar.

Festivais Gil Vicente
A Câmara Municipal de Guimarães não vai realizar este ano um único espectáculo dos Festivais de Gil Vicente na nossa vila. É certo que em anos anteriores a afluência dos Taipenses aos espectáculos, aqui realizados, foi fraca, mas não é esta, com certeza, a melhor terapia para se combater o afastamento da população a estes espectáculos.
É preciso tomar medidas que vão ao encontro das populações. Agora ninguém percebe a estratégia seguida pela Câmara Municipal.

Constantino Veiga
Na reunião de Junta realizada em 8 de Maio, toda a gente terá ficado estupefacta quando Constantino Veiga saiu em defesa do presidente da Junta de Freguesia. Criticou a postura do Jornal Reflexo, por este ter editado, na primeira página, da sua edição de Abril (n.º 70) o título “DEMITO-ME”, afirmação de Remísio de Castro, sobre a possibilidade de as Taipas vir a ter uma repartição de finanças.
Criticou, por considerar que esse título poderia dar azo a várias interpretações e que revelava segundas intenções por parte do Jornal. Ora, quando questionado pelo director deste jornal, Alfredo Oliveira, sobre quais seriam as segundas intenções, refugiou-se numa conversa particular que teve anteriormente com Alfredo Oliveira para não as explicar. Senhor Constantino Veiga uma coisa são as conversas de café e outra, totalmente diferente, são as reuniões de Junta. Será que o Senhor não é capaz de explicar “oficialmente” quais são essas segundas intenções?
E por falar em interpretações, o que terá movido o senhor Tesoureiro a sair em defesa do presidente da Junta. Porque será…?

jcunha@reflexodigital.com