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Avepark e economia concelhia agitam reunião de Câmara (parte 2)
Avepark e economia concelhia agitam reunião de Câmara (parte 2)
Sábado, Maio 4, 2019

As declarações de André Coelho Lima e Domingos Bragança

“A via do Avepark ainda não saiu do papel, nem vai sair, não vai ser executada”, André Coelho Lima
O líder social-democrata voltou a acusar a Câmara de “demagogia”, ao dizer que um projeto está em execução mas não está, “no caso, o desnivelamento da rotunda da autoestrada”. André Coelho Lima afirmou que “será necessário manter a serenidade do debate”, mas “não aceita lições”, sobretudo do Partido Socialista. Criticou as constantes promessas da Câmara, nas reuniões descentralizadas, “que nem 5% estão cumpridas, isto é que é demagogia”.
O vereador social-democrata viria ainda a afirmar que não acredita na concretização da via do Avepark: “A via do Avepark ainda não saiu do papel, nem vai sair, não vai ser executada”. Referiu tratar-se de uma convicção, “é muito cara para o que significa. Podemos ter uma alternativa muito mais barata, que é a criação de um nó na zona de Brito. Temos menos de metade do investimento e atingimos mais pessoas. A via do Avepark, de 14 ou 16 milhões de euros, não serve a população da vila de Caldas das Taipas no acesso à cidade. É um erro crasso, queremos é a reabilitação da nacional 101.”

“O pior que se pode fazer, é colocar dúvidas sobre o trabalho que interessa a Guimarães”, Domingos Bragança
“Os empresários conhecem bem o presidente da Câmara” e “Guimarães tem uma estratégia clara de aproximação com os empresários”, foi desta forma que Domingos Bragança começou por defender a aposta no desenvolvimento económico do concelho seguida pelo seu executivo.
O Presidente da Câmara afirmou que, em Guimarães, “tem uma história que faz a diferença”, acrescentando que “o edificado que nós queremos tem de ser com qualidade, não queremos mamarrachos. Revelou que estão em estudo diversas propostas de novas áreas comerciais e de residências para estudantes, que têm de ser bem integradas no espaço urbano”.
Sobre o Avepark, revelou que, “desde que foi anunciada a via do Avepark, após o contrato assinado em março de 2017, os terrenos ficaram esgotados”. Em tempos, como acrescentou, “temeu-se pela extinção do Avepark, hoje, só se pensa na sua expansão, como referência concelhia e para todo o norte do país”.
Sobre a afirmação de André Colho Lima de que a via do Avepark não se iria concretizar, Domingos Bragança afirmou que esse tipo de declaração era “o pior que se pode fazer, é colocar dúvidas sobre o trabalho que interessa a Guimarães. Pela primeira vez, em vinte anos, conseguimos em 2017 que o governo desse prioridade a esta ligação. Num programa governamental que compilou onze ou doze municípios, contemplou esta prioridade para Guimarães e protocolou uma verba de 18,5 milhões para esta ligação, dividida em três fases. A primeira, o desnivelamento da rotunda de Silvares, a segunda é a rotunda em Ponte, com ligação a esta vila e de onde parte a ligação ao parque de ciência e tecnologia”.
Referiu que já foi lançado o concurso das infraestruturas de Portugal para a obra do desnivelamento, que está a terminar e, concluído, avançar-se-á para a sua implementação, com o valor de 3,5 milhões de euros. O projeto da rotunda de Ponte está pronto e será lançada brevemente a expropriação dos terrenos necessários.