PUB
AVE questiona parque de estacionamento no miolo do quarteirão da Caldeiroa
AVE questiona parque de estacionamento no miolo do quarteirão da Caldeiroa
© Direitos Reservados
Quinta-feira, Junho 8, 2017

A AVE defende a suspensão da adjudicação da obra de construção do parque de estacionamento na Caldeiroa – decisão que foi tomada pelo executivo da Câmara Municipal de Guimarães, logo após uma sessão de esclarecimento sobre aquela intervenção.

A AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia, levantou um conjunto de questões sobre a construção de um parque de estacionamento na zona tambão do centro histórico de Guimarães, classificado pela UNESCO. A adjudicação da obra foi recentemente aprovada por maioria socialista no executivo municipal.

O parque de estacionamento, que deverá ficar localizado numa parte do interior do quarteirão entre as ruas da Caldeiroa e de Camões não tem obtido consenso – nem político, nem popular. A autarquia organizou no passado 22 de Maio uma sessão de esclarecimento, mas que levava já a construção do parque como dado adquirido.

A AVE considera que há falhas na sustentação da necessidade de construção do parque. Entre os argumentos que a associação ecologista vimaranense considera insuficientes, estão tanto a necessidade de aumentar os lugares para estacionamento no centro da cidade de Guimarães, como a clarificação dos impactos que obra poderá vir a ter. A compatibilidade do volume de construção proposto com a escala do edificado antigo é também uma das fragilidades apontadas à solução da Câmara Municipal de Guimarães.

Além disso a AVE entende que se esgotaram as alternativas quanto à localização de um novo parque de estacionamento, tendo esta solução apresentada como a única capaz de resolver o problema que, no entender da AVE, não se encontra suficientemente sustentado. Assim, a AVE discorda que o logradouro seja ocupado por um volume edificado, numa zona histórica da cidade.

A organização não governamental de defesa do ambiente alerta também para os impactos inerentes à impermeabilização dos solos, lembrando que as hortas e os quintais que ocupam os logradouros urbanos, são um importante elemento nos equilíbrios ecológicos da cidade. A AVE aponta ainda para uma lacuna existente no PDM, que não classifica os logradouros como parte da estrutura ecológica do concelho.

O comunicado emitido pela AVE aponta ainda como urgente a definição, por parte da autarquia, de uma política municipal de mobilidade a longo prazo e que esta possa promover a utilização de modos alternativos de transporte, que resultem na redução do uso do automóvel.