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Autárquicas, Legislativas e o PSD
Quinta-feira, Janeiro 25, 2018

1. Este é o primeiro artigo que escrevo após as últimas eleições autárquicas, que decorreram no passado mês de Outubro de 2017. O Partido Socialista e o Dr. Domingos Bragança foram os claros vencedores dessas eleições. Os Vimaranenses entenderam renovar a confiança no atual Presidente de Câmara.

Como é público eu integrei com muito orgulho e honra a lista da Coligação Juntos Por Guimarães, liderada pelo Dr. André Coelho Lima. O nosso objetivo sempre foi vencer as eleições para colocarmos em prática as ideias, estratégia e programa que desenvolvemos e apresentamos aos Vimaranenses. Continuo a entender que tínhamos o melhor candidato a Presidente, a melhor equipa e o melhor Programa. Mas os Vimaranenses entenderam de forma diferente e essa opção prevalece e deve ser respeitada em absoluto. Esperemos que o Dr. Domingos Bragança seja capaz de cumprir um mandato melhor que o anterior e seja merecedor de mais esta oportunidade de conduzir os destinos de Guimarães.

Relativamente ao PSD e à Coligação Juntos Por Guimarães importa destacar dois aspetos: 1. Apesar da derrota a Coligação obteve um aumento significativo de votos (mais de 5 mil), reforçando a confiança de muitos vimaranenses e sendo a única força política autárquica a aumentar o número de mandatos no Executivo Municipal, passando de 4 para 5 vereadores. 2. André Coelho Lima comprovou as suas qualidades políticas. Liderou com grande capacidade e entrega uma equipa e apresentou um Projeto claro, ambicioso, bem fundamentado aos Vimaranenses, alcançando o melhor resultado autárquico destas forças políticas nos últimos 25 anos.

A bipolarização do debate político a que assistimos na Campanha eleitoral não favoreceu, na minha opinião, a Coligação Juntos Por Guimarães uma vez que permitiu concentrar, à esquerda, os votos no Partido Socialista, tendo-se assistido a uma transferência clara de votos da CDU para o PS, facto também potenciado pela conjuntura nacional e a “geringonça”.

Na oposição, o PSD deve continuar a assumir as suas responsabilidades, acrescidas agora por ser a única força política (juntamente com o CDS) alternativa ao PS representada no Executivo. Defender e honrar todos aqueles que confiaram no Projeto da Coligação, fiscalizar a atividade da Câmara, de forma construtiva defender as propostas em que acreditamos, renovar e atrair novas pessoas, aproximar-se ainda mais da sociedade, continuar a construir e apresentar novas ideias, soluções e ambições para Guimarães é o desafio do PSD para merecer no futuro a confiança da maioria dos Vimaranenses!

2. A nível Nacional o PSD elegeu recentemente um novo líder, Rui Rio. Depois de três meses de debate pelo País os militantes escolheram aquele que será o Candidato do PSD a Primeiro Ministro e confrontará António Costa nas eleições legislativas. Rui Rio tem uma imagem construída ao longo da sua vida e experiência política de Rigor, Credibilidade, Honestidade e Competência que acredito venha ser muito útil ao Partido Social Democrata para vencer as próximas eleições.

Terminada a campanha interna, é tempo de unir o Partido, concentrando esforços, por um lado, na organização, estruturação, reforço e mobilização da “máquina” interna, e por outro, de abrir o Partido, construir um verdadeiro programa reformista e social democrata para o País, capaz de se apresentar como alternativa convincente e credível à “geringonça”. Espero que o 37.º Congresso do PSD, que se realizará já no início de Fevereiro, seja um primeiro e importante passo nesse caminho. O objetivo que se impõe é vencer as próximas eleições legislativas (embora não “pareça”, seria a terceira vitória consecutiva em legislativas).

Uma palavra para Pedro Passos Coelho, um Homem com enorme sentido de Estado, que fez um grande trabalho numa conjuntura de enorme dificuldade – por vezes parece que no debate político português se esqueceu já que Passos Coelho tirou o País da bancarrota (em que o PS e José Sócrates deixaram), governou mais de dois terços do seu mandato com a “troika” em Portugal e que o sucesso traduzido na “saída limpa”, que poucos acreditavam poder acontecer, foi imperativo para o caminho que agora se percorre.

3. Terminei esta semana o mandato enquanto Presidente da Direção da Movijovem, encerrando um ciclo no setor da Juventude e Desporto iniciado em Fevereiro de 2012, no Conselho Diretivo do Instituto Português do Desporto e Juventude. Foram seis anos de trabalho intenso, exigentes, em que dei o melhor de mim no Setor Público, tentando servir as Organizações por onde passei e dignificar as funções que exerci: Vogal do Conselho Diretivo do IPDJ, Presidente da Movijovem, Autoridade Nacional do Programa Erasmus+, Secretario Geral Adjunto da Conferência de Ministros da Juventude e Desporto da CPLP, Conselho Diretivo da OIJ- Espaço Ibero-Americano.

Concluo esta etapa da minha vida pessoal e profissional com grande satisfação pelo caminho percorrido, pelo trabalho desenvolvido, pela experiência que adquiri e pelos resultados alcançados. Agradeço a todos aqueles que me acompanharam nesta viagem e àqueles que acreditaram e me deram a confiança necessária.