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Associação Muralha junta-se às vozes de oposição à construção do Parque Camões
Associação Muralha junta-se às vozes de oposição à construção do Parque Camões
Segunda-feira, Novembro 20, 2017

Associação Muralha classifica como desadequada a opção do município em avançar com a construção de um parque de estacionamento de 400 lugares no centro da cidade. Os trabalhos de construção decorrem desde 23 de outubro.

A Associação para a Defesa do Património de Guimarães – Muralha manifestou-se sobre a construção do Parque de Camões, no interior do quarteirão compreendido pelas ruas da Caldeiroa, Camões e Liberdade.

No comunicado com data de 20 de novembro, a Muralha elenca meia dúzia de pontos onde começa por referir que a solução encontrada não se adequa “às necessidades da comunidade e à estratégia de valorização do património histórico de Guimarães”.

A posição da associação de defesa do património lembra o trajeto desenhado pela cidade de Guimarães ao nível da preservação do seu património, entendendo que uma intervenção com o impacto deste parque de estacionamento deveria merecer uma “efetiva discussão pública”.

A Muralha defende uma otimização dos parques de estacionamento existentes atualmente na cidade, não colocando de lado a possibilidade de serem construídos parques de estacionamento de pequena dimensão, proporcionais a um tipo de circulação de proximidade.

No comunicado, a Muralha entende que além dos cuidados na preservação do edificado é igualmente importante a criação de condições para dar resposta à ocupação habitacional do centro da cidade de Guimarães por uma população variada, sendo que, conclui, “o combate ao despovoamento do centro da cidade é uma das mais urgentes prioridades”.

O Parque Camões, como é designado, é um parque de estacionamento que está a ser construído desde 23 de outubro, por iniciativa da Câmara Municipal de Guimarães na zona tampão do centro histórico da cidade. A empreitada está orçada em aproximadamente 5,5 milhões de euros e deverá criar 400 lugares de estacionamento.