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  POLÍTICA   Por Um Parque Maior
Terça-feira, Julho 28, 2009

Sempre tive do desporto uma perspectiva mais activa do que passiva; o que significa ser mais actor do que espectador; ser praticante por oposição a não praticante.

Sempre defendi que é obrigação do estado dotar os espaços públicos de infra-estruturas desportivas que proporcionem aos cidadãos a possibilidade de se exercitarem no espaço público; e ser for a céu aberto, então, tanto melhor.

Provada a tese de que as associações desportivas, na sua maioria, não disponibilizam as instalações desportivas para a prática do desporto dos seus associados – os associados são, definitivamente, espectadores – pergunta-se: onde está o espaço público desportivo?

Existe pouco. No concelho de Guimarães, existe a pista Gémeos Castro.

No resto do concelho, houve investimento em campos de futebol que, gradualmente, foram ficando abandonados; a compra de votos “no passado” levou ao desperdício de dinheiro nesse tipo de investimento.

Como se tem referido e está à vista de toda a gente, o parque de lazer é bastante frequentado: desde atletas amadores das Taipas que correm sob a sigla de NAT; atletas profissionais que representam o Joane e outros clubes; os jogadores de Petanca; os jogadores do chincalhão; os amantes da caminhada; os frequentadores do parque infantil; os jogadores de sueca, os BTT.

A frequência é tal que os jogadores de Petanca, as bicicletas contendem com os corredores e caminhantes.

A extensão do parque de lazer a Ponte não resolveu o problema desde logo pela configuração natural do parque das Taipas (carregado de árvores, verde e sombras) e pelo estacionamento.

Cabe dizer que as pessoas que com regularidade se dirigem ao parque para fruírem das suas vantagens, não mais de 20% residem no perímetro da freguesia: os restantes vivem fora da freguesia.

Urge alargar o parque.

O alargamento do parque só tem sentido, quanto a mim, se for de encontro à Praia Seca, para Norte (Nascente) por mais do que uma razão: o rio é menos poluído a Norte e assim terá de continuar por causa da estação de captação de águas destinadas ao consumo humano; o parque tem que ser alargado na direcção das Termas e principalmente do edifício emblemático que vai ser recuperado – o edificio das termas velhas; a existência da Praia Seca a Norte que seria o “desaguar” natural do parque; a configuração topográfica da margem Norte (das Taipas) – plana – e a paisagem confrontante da margem Sul (Ponte) – ainda em estado rústico; o facto do Norte do parque ser constituído por campos de cultivo geraria a possibilidade de plantação de árvores de desenvolvimento rápido – condição de grande importância para um parque; o facto da zona Norte ser plana, não carece de grandes obras de terraplanagem, constitui uma vantagem para a sua execução.

Nesse parque, do parque de lazer à Praia Seca, haveria espaço suficiente para criar infra-estruturas para a prática dos mais variados desportos num espaço público: desde o Futebol; ao Basquet; Atletismo; Petanca; Chincalhão; caminhadas; parques infantis e desportos radicais.

Se o parque é aquilo que sabemos e já atrai tanta gente de fora, imaginem com outro tipo de condições!!!

Só assim se atraem e se fixam as pessoas.

Para tal basta que haja vontade política e se olhem para os Taipenses e cidadãos do concelho, como os congéneres da cidade.

Sem preconceitos partidários.