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  POLÍTICA   Uma questão de prioridades
Sexta-feira, Fevereiro 6, 2009

Realizou-se no passado mês de Dezembro mais uma sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de Caldelas. O ponto mais importante desta reunião foi a apresentação e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2009. Trata-se do último Plano e Orçamento apresentado por esta Junta de Freguesia, e daí ainda o seu maior interesse.

Relativamente ao Orçamento apresentado, o mesmo é do valor de 544.802,05€, quantia substancialmente superior à dos anos anteriores. Explicação para isso: – a Junta de Freguesia pretende vender algum do seu património para se financiar, e para isso propôs no seu plano de actividades vender umas habitações, de que é proprietária, junto ao cemitério.

Embora esta não seja uma boa altura económica para realizar vendas de bens imóveis, não sou daqueles que defendem que a Junta de Freguesia não deveria desfazer-se deste seu património imobiliário. Isso poderá, caso haja engenho e capacidade de gestão, até traduzir-se numa mais valia e num crescimento para a vila e, mais concretamente, para o seu património.

Isto porque tais habitações não têm gerado as receitas que deveriam, por um lado, e o essencial é aplicar bem o dinheiro que se vai lucrar com tais vendas, por outro.
Efectivamente, vendendo esse património, a Junta de Freguesia poderá desfazer-se de algumas habitações em estado de degradação e que estão arrendadas por rendas muito baixas, aproveitando o dinheiro dessas vendas para investir em obras necessárias para a Freguesia ou criar investimentos que possam gerar receitas superiores àquelas que aqueles imóveis proporcionam.

Assim, entendo que não será censurável a Junta de Freguesia vender os imóveis que pretende, pese embora o facto de este executivo correr o risco de ficar para a história com a fama de ter delapidado o que restava do pouco património da Freguesia.

Mas, já entendo que deveremos ser intransigentes e muito rigorosos na fiscalização da utilização desses dinheiros. Não poderemos aceitar que essas receitas sejam utilizadas para aumentar os gastos nas festas de S. Pedro, ou no aumento de despesas correntes, ou em actos de pura propaganda política. Esse dinheiro terá de ser aplicado em obras e investimentos relevantes para a vila e, se possível, com carácter duradouro.

Esperemos para ver do que será capaz este executivo, prometendo uma atenta fiscalização dos seus actos e um apontar o dedo denunciador se for caso disso.