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  POLÍTICA   Quem tem telhados de vidro
Quarta-feira, Dezembro 31, 2008

O PS – Partido Socialista, fundado com uma referência ideológica a Marx, deixou de a ter há muito tempo e de socialista não tem nada, só o nome que ingratamente ostenta. No nosso concelho, o PS, reina há 20 anos.

No que diz respeito a obras nunca se “virem” para uma Junta de Freguesia que não tem competência nem meios para tal. As receitas do orçamento geral do estado são para a Câmara. O princípio e a imposição de que quem recebe é que tem de promover as obras necessárias ao desenvolvimento dos diferentes locais do concelho, é uma verdade não escamoteável.

As obras da Câmara desmultiplicam-se nas inúmeras entidades controladas por ela. Na Vila das Taipas, a acção da Câmara reside na Cooperativa de Interesse Público – Taipas Turitermas; a Câmara está lá, o PS está lá e mais ninguém. É assim há vinte anos! Assim, temos uma empresa, chamada de municipal, por estar controlada pela Câmara, que administra o Parque de Campismo, o Parque de Lazer, as Piscinas, os Campos de Tenis, o Ringue, o Alameda Park (imóvel), o Príncipe Parque (imóvel) e as termas. O edifício conhecido por Banhos Velhos está, também, sobre administração da Turitermas.

Chegados aqui, pergunta-se: o que há mais para administrar, de importante, nas Taipas? Quase nada.

Afirma-se, portanto, que o grosso das infra-estruturas e dos meios de produção públicos das Taipas estão nas “mãos” e na responsabilidade do PS.

O que faz o PS por intermédio desses instrumentos que deveriam ser a charneira do desenvolvimento taipense: nada.

Os militantes e afectos do PS das Taipas sabem disso. As graças do clientelismo partidário, ainda mais necessário em tempos de crise, não os deixam ser verdadeiros taipenses, isto é, não os deixam defender os reais interesses desta terra.

E se até há três anos atrás o óbvio era incontornável, e nem o argumento falacioso de que a Câmara de Guimarães fez muito pelas Taipas fez enganar o eleitorado, no presente, o PS, arranjou uma desculpa: um presidente de junta que não se dá com o presidente da câmara. Já vi esse argumento ser importante quando o sistema político vigente é uma ditadura. Em democracia, é um argumento dos irresponsáveis, de quem já não tem argumentos e a tentativa de desculpar quem tem responsabilidade de fazer obra.

As Taipas são discriminadas negativamente pela Câmara de Guimarães.

Atinge-se a questão fundamental: o que quer o PS para as Taipas?

Não fez nada no passado quando teve tempo mais que suficiente para o fazer – é de caras que as Taipas têm andado mais devagar que o resto do concelho; no presente, continua a legitimar a inércia da Câmara, concordando, por omissão, com a perseguição, imoral, com que a câmara tem brindado todos os cidadãos que gostam de frequentar as Taipas e de nela desfrutar os “dois dias” da sua existência.

Afinal, o PS das Taipas quer o quê? Com o apoio do PS concelhio nunca esta terra passará de uma ilusão que já teve um passado rico.

O candidato do PS, Ricardo Costa, já tem a sua quota de responsabilidade; também ele, continua a legitimar a perseguição das Taipas.

É destes candidatos que o PS quer: jovens, conformados e que saibam abanar com a cabeça.

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