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1:4:3:3
Quarta-feira, Abril 23, 2008

Na continuação dos artigos transactos vamos abordar as estruturas tácticas, neste caso o 1:4:3:3 com vértice defensivo. A estrutura abordada no artigo anterior referia-se a um 1:4:3:3 com o meio-campo formado por um triângulo de vértice ofensivo, que apresentava uma dinâmica ofensiva muito boa e fácil de implementar, principalmente em camadas jovens.

Quanto a mim, o 1:4:3:3 de vértice defensivo é a estrutura mais equilibrada de todas. Tanto permite dinâmicas ofensivas muito boas como também permite grande equilíbrio defensivo em acções ofensivas.

Esta estrutura possibilita as equipas jogarem a toda a largura e comprimento do campo, o que facilita a circulação da bola e a mudança de flanco.

O 1:4:3:3 pode passar rapidamente para 1:4:1:4:1, com a aproximação dos jogadores extremos aos jogadores do meio-campo, o que possibilita as equipas poderem fazer uma pressão tanto em profundidade como em largura. Nesta estrutura, o jogador da posição n.º 6 (pivot defensivo) é de extrema importância. É o jogador que equilibra a equipa seja em acções ofensivas como defensivas. Os outros jogadores do meio-campo, também têm a sua utilidade. São os organizadores do jogo mas, com características diferentes. Enquanto um deles faz de n.º 10 e dá mais profundidade ao jogo, o outro faz de n.º 8 e revela-se um jogador de transição. Com esta estrutura os jogadores do meio-campo podem fazer desmarcações pelas costas ou em ruptura, com os extremos e avançados, sem que a equipa perca grande equilíbrio defensivo.

É obvio que o 1:4:3:3 pode ser apresentado de várias formas e dinâmicas, mas pelo posicionamento dos jogadores em campo e simplicidade parece-me ser a estrutura que mais garantias dá às equipas.