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1:4:3:3 ou 1:4:2:3:1
Segunda-feira, Março 31, 2008

Apesar de existirem estruturas anteriores, foi na década de 1930 que surgiu o ”WM”. Esta foi, na minha opinião, a primeira estrutura a marcar passo quanto ao equilíbrio ofensivo e defensivo. O “WM” era composto por 1 guarda-redes, 3 defesas, 4 médios (colocados em quadrado) e 3 avançados, muito semelhante a estrutura apresentada pelo F.C.P na conquista da super taça no estádio do Leiria, apesar das dinâmicas do “WM” da década de 30 ser completamente diferentes das de hoje. Depois surge o 1:4:2:4, como alternativa ao “WM” e na década de 70 aparece o 1:4:3:3.

O 1:4:3:3 parece-me ser das estruturas mais fáceis de implementar nas equipas e principalmente nas camadas jovens devido ao seu equilíbrio, é claro que dependendo do modelo de jogo adoptado pelo clube as dinâmicas desta estrutura podem ser mais ou menos complexas.

O 1:4:3:3 normalmente define-se pelo triângulo que é formado pelos jogadores do meio-campo, que pode ser um triângulo de vértice defensivo ou um triângulo de vértice ofensivo. De momento tem vindo a alterar-se a terminologia do 1:4:3:3 com vértice ofensivo e passou-se a falar num 1:4:2:3:1.Esta estrutura permite as equipas fazerem facilmente “campo grande” pois normalmente apresentam normalmente dois extremos encostados linha lateral e um avançado a dar profundidade. No meio-campo há um jogador que se torna fundamental para o bom funcionamento deste desenho táctico, o jogador da posição número 10 é, na minha óptica, o jogador chave da equipa, os seus colegas de equipa formam um pentágono a sua volta o que lhe permite ser o jogador em campo com mais linhas de passe. A posição do jogador da 10 é tão importante neste esquema que se a equipa adversária conseguir anular as suas dinâmicas ofensivas a equipa fica limitada ao jogo ou flanqueado ou ao jogo directo. Se uma equipa que joga num 1:4:2:3:1 apresenta dinâmicas ofensivas em que o jogador da posição 10 tende procurar zonas exteriores, a equipa fica desequilibrada momentaneamente na zona central do terreno. Como este esquema apresenta grandes facilidades em jogar em “campo grande” também manifesta maiores dificuldades em fazer transições e passar de “campo grande para campo pequeno” pois os jogadores estão usualmente afastados uns dos outros.

Em suma, esta estrutura pode ter uma interpretação de dinâmicas ofensivas muito boas mas o seu calcanhar de Aquiles também pode estar nas transições defensivas caso os jogadores não consigam encurtar rapidamente as linhas.