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  POLÍTICA   Falta de ética
Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008

Quem, como eu, ouviu a Junta de Freguesia em peso mostrar-se indignada com a postura da Taipas Turitermas por esta ter demonstrado por actos e palavras que não a vê com bons olhos, não pode senão estranhar o comportamento da autarquia na assembleia daquela cooperativa.

Foram muitas e graves as acusações, directas ou veladas, arremessadas contra a Turitermas, prosseguindo e ampliando o discurso condenatório transmitido por Constantino Veiga em entrevista ao Reflexo, entrevista essa que foi a causa próxima de crítica violenta por parte da bancada socialista, à qual correspondeu uma resposta igualmente pouco digna da bancada social-democrata.

Acusado de ter deslocado o palco dessa disputa azeda para as páginas do jornal, em vez de a fazer no local mais adequado e cara a cara, o presidente da junta, secundado pelos outros dois elementos, defendeu-se alegando falta de oportunidade. Todos perceberam que Constantino Veiga se preparava para na primeira oportunidade expressar à Taipas-Turitermas o muito que lhe vai na alma.

Ao deixar tal hipótese no ar, o presidente da junta mais do que responder ao principal argumento do PS fez passar a ideia de estar seguro do que disse, senhor da razão e de ser vítima de um processo de marginalização congeminado pela cooperativa, mas com origem algures.

Depois de tudo o que se passou e da certeza de que deu mostra, o presidente da junta nem morto podia faltar ao encontro proporcionado pela primeira assembleia da cooperativa. Ele não podia faltar, mas faltou.

Não sei quem aconselhou o Tino nesta sua decisão. Nem sequer sei se ele ouviu a opinião dos seus pares ou se pura e simplesmente decidiu não ir. Mas sei que fez muito mal.

Mesmo que esteja agora convencido de ter exagerado na crítica, mesmo que entendesse a sua ausência como a resposta que a Turitermas merecia, era seu dever dizer olhos nos olhos o que fez saber pelas páginas do Reflexo ou disse em local onde aquela não estava presente para o rebater e se defender.

Portou-se como um rapazola que atira a pedra e esconde a mão, convencido de ter feito uma grande coisa, quando mais não fez do que uma canalhice. Alguém ficou a rir-se.

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