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A variação do esquema táctico II
Quinta-feira, Dezembro 27, 2007

A procura de uma maior performance no futebol levou a que as estruturas das equipas tivessem sofrido várias mutações durante o decorrer dos anos.

Neste momento podemos encontrar estruturas tácticas padrão como o 1:4:3:3, 1:4:4:2; 1:3:4:3. Atendendo a estas estruturas convencionais podemos ainda encontrar as suas variantes ou mesmo uma disposição diferente mas com a mesma designação. O 1:4:4:2 pode apresentar-se com um losango no meio campo com uma pivot defensivo, dois médios interiores e pivot ofensivo (n.º 10), ou então, com uma linha de quatro jogadores com dois médios e dois alas. Estes serão de facto as variantes mais conhecidas dos 1:4:4:2 mas existem imensas combinações possíveis.

Por vezes somos surpreendidos pelos jornais, quando no dia seguinte a um jogo, encontramos o desenho da constituição das equipas e pouco reflecte o real posicionamento dos jogadores durante a partida. Isso deve-se a uma adaptação da equipa às circunstâncias do jogo propriamente dito.

Tenho as minhas sérias dúvidas em relação à importância da estrutura táctica no futebol contemporâneo. Não quero com isso dizer que devemos esquecer a estrutura mas, parece-me mais enriquecedor perceber as dinâmicas que permitem variar momentaneamente de uma estrutura para outra e quais as variações posicionais dos jogadores na mesma estrutura.

Não perdendo o raciocínio com que começou o artigo, em relação às diferentes estruturas, não acredito que existem estruturas boas e más. Creio que umas sejam mais adequadas para realizar um certo tipo de jogo ou filosofia, que não é possível com outras estruturas.

Falaremos de um modo mais aprofundado das diferentes estruturas no próximo artigo.