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  POLÍTICA   Não há machado que corte…
Quinta-feira, Dezembro 27, 2007

A localização do novo aeroporto de “Lisboa” tem sido o tema de discussão pública mais badalado, nos últimos tempos, em Portugal. Têm sido várias, as entidades, que têm apresentado estudos acerca dos melhores locais para instalar o dito aeroporto e o custo associado à construção.

Subjacente aos estudos e propostas existem grupos de pressão interessados em determinadas localizações. No entanto, refira-se, tem havido discussão, estudo, sentido crítico, elementos de reflexão, absolutamente indispensáveis, para a tomada de uma decisão responsável. O país fala do aeroporto, assim como do comboio de alta velocidade, com informação oriunda de diversas tendências e interesses. A diversidade e heterogeneidade da informação é um outro elemento e pressuposto fundamental para uma decisão consciente.

Esta alusão ao aeroporto servirá para evidenciar que, no meu ponto de vista, e relativamente a esta matéria, tem havido sentido crítico e envolvimento na discussão da sociedade em geral.

A câmara do nosso município, com a publicidade ampliada a que os órgãos de comunicação do município se obrigam, anunciou os cinco projectos para Guimarães. Com excepção de um poucos que entendem que pensar, reflectir, pôr em causa, é um direito de liberdade, os projectos da Câmara foram recebidos sem que fossem efectivamente contestados.

A exemplo do aeroporto, a localização, o custo, a própria existência daqueles projectos, podem muito bem ser postos em causa por todos os que se devem preocupar com gastos que se projectarão no seu nível de vida.

Como sabemos, nenhum daqueles projectos contemplou a região das Taipas.

Não se perceberam as opções, os critérios e a estratégia da escolha, resultando claro que o munícipio e os munícipes são aqueles que vivem na cidade ou à volta da cidade.

Os presidentes de junta do concelho, e são muitos, vivem na certeza de que não podem pedir ao presidente da câmara mais do que aquilo que ele diz que pode dar; não vá afrontar-se o “Senhor” por que senão, ele não dá nada mesmo: comportamento que defrauda a existência das freguesias enquanto entidade administrativa independente.

É verdade, por força da força do município, os presidentes de junta renunciam ao maior conquista do povo português do Sec. XX. – a liberdade de expressão.

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