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  POLÍTICA   Nem Carrinha, Nem Dinheiro
Quarta-feira, Outubro 3, 2007

Nota da Redacção:Por dificuldades de comunicação através de correio electrónico, o habitual texto da autoria de Cândido Capela Dias não pôde ser publicado na edição 136, de Outubro, do jornal Reflexo.
Publicamos por este meio o referido texto, com um pedido desculpa aos nossos leitores, assim como ao autor.

Como a maioria dos leitores desta coluna de opinião estará recordada, há uns números atrás do “Reflexo” foi dito que a nossa Junta de Freguesia comprou uma carrinha a uma empresa de Braga, negócio de contornos pouco claros desfeito após denúncias, nomeadamente por parte do PCP.

Soube-se agora pela voz dos membros da Junta que o vendedor não devolveu a importância que tinha recebido a título de sinal e princípio de pagamento e que há dúvidas em que o venha a fazer futuramente, por alegadas dificuldades.

Ou seja, o que começou por ser um acto de má gestão dos dinheiros públicos, um negócio manhoso e mal explicado, corre o risco sério de terminar da pior forma possível, ou seja com a Junta a ficar sem a viatura e sem o dinheiro.

A forma no mínimo leviana como o negócio foi feito só encontra paralelo na ligeireza com que alguns dos que nele intervieram mais directamente justificam – ou pretendem justificar – a resistência ao reembolso do sinal, aparentando um conformismo que não abona a favor da sua capacidade e até da sua honestidade.

Mais uma vez foi a insistências do PCP que o assunto veio à luz do dia, o que revela por parte da Junta a intenção de não prestar contas de um caso polémico que por várias motivos merece ser tratado com mil e um cuidados, sob pena de enlamear o bom nome dos intervenientes.

Impõe-se uma solução rápida, uma solução que demonstre publicamente que depois do mal feito a Junta soube defender os interesses da freguesia. A eventual entrega do valor em falta por parte do presidente e dos vogais não pode substituir outras acções, incluindo a judicial, para recuperar o dinheiro. Pela simples razão de que pode ser interpretada como tentativa de arrumar de modo expedito um caso a que está umbilicalmente associada uma relação de parentesco e de favorecimento.

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