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  POLÍTICA   Taipas a concelho?!
Quarta-feira, Outubro 3, 2007

Quando pensávamos que o MTAC (Movimento Taipas a Concelho) estaria morto – atento o seu resultado eleitoral nas últimas autárquicas e a sua passividade e conformismo perante tudo o que (não) se tem passado na freguesia –, eis que o presidente da Junta decide animar as hostes autonómicas e reivindicar a criação do município das Taipas.

Confesso que esta afirmação, vinda de quem vem, não me surpreendeu e até, posso dizer, já estava à espera dela. O rumo traçado, desde a campanha eleitoral, fazia prever que, mais tarde ou mais cedo, o caminho a seguir seria este.

Esclarecedor foi o silêncio dos dois vogais da Junta, o que veio mostrar que a posição não é só pessoal, mas também do órgão executivo da freguesia.

Em termos teóricos, e até com alguma utopia, todos nós gostaríamos que as Taipas fossem concelho. Isso é o mesmo que perguntar a Guimarães se gostaria de ser capital de Distrito, ou perguntar ao Porto se gostaria de ser a capital do país… as respostas seriam, obviamente, afirmativas.

Mas, para ser concelho não basta a vontade de um homem, nem de meia dúzia!
Será esta a vontade da maioria dos taipenses? Não sabemos.

Haverá alguma freguesia vizinha interessada em aderir a este projecto? Até agora nenhuma se pronunciou a favor.

Estão reunidos todos os requisitos legais? Em minha opinião, não.

Finalmente, o ambiente político nacional será favorável à criação de novos concelhos? A resposta é, como todos sabemos, claramente negativa. As tendências são de extinção e unificação, não de proliferação de municípios.

No futuro, veremos quais as reais consequências que para a freguesia advirão deste acto irreflectido e precipitado do Sr. Arq. Constantino Veiga. No presente, o seu autor já sentiu consequências a nível interno do partido a que pertence, com a reacção do líder da concelhia de Guimarães do PSD que veio, de imediato, a terreiro desautorizar e abandonar o presidente da Junta de Freguesia de Caldelas.

Eu quero o melhor para a nossa vila. Quero desenvolvimento e crescimento económico. Mas, para isso, não é necessária a criação do concelho. O caminho é outro, porventura mais difícil.

– Sr. Presidente da Junta, faça apelo e use os poderes de argumentação, negociação e reivindicação de que tanto se gabava em campanha eleitoral. Se for necessário voltar atrás e começar do zero, faça-o! Nem sempre podemos ceder à tentação do fácil e do imediato, pois os resultados podem ser contrários aos pretendidos, como me parece que poderá acontecer neste caso e os principais prejudicados serão, novamente, os nossos concidadãos…

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