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“-Que chatice pá! -…agora é que não temos do que falar!”
Quinta-feira, Julho 1, 2004

Parece que estou a ouvir, outra vez, o Sr. Seguro (Sr. S.) e o Sr. Notinhas (Sr. N.) a desabafar:
Sr. S.- Que chatice, pá!
Sr. N.-O que foi?
Sr. S.- Ficamos totalmente lixados!
Sr. N.- Porquê?
Sr. S.- Porque com estas inaugurações, ficamos sem assunto de crítica e, como não sabemos mais, vamos falar de quê?
 Sr. N.- Tens razão! Não podemos virar o disco e tocar o mesmo, pois já ninguém nos ouve…
Sr. S.- Vais ter de, finalmente, pensar em alguma coisa. Logo, tens de fazer a letra e a música.
Sr. N.- Ai é? E qual queres que seja o assunto?
Sr. S.- Qualquer coisa relacionada com “Ó tempo volta para trás”.
Sr. N.- Está bem, vou começar. Falta-me é material para consultar.
Sr. S.- Isso é que é pior, pois o material que te podia emprestar ainda vai demorar mais tempo do que estas obras.
Sr. N.- Não faz mal, até às próximas eleições autárquicas temos quase ano e meio.

Mas como este diálogo não interessa rigorosamente nada, o importante é destacar que a freguesia de Caldelas passou a ter duas infra-estruturas fundamentais capazes de proporcionarem um acréscimo significativo na melhoria de qualidade de vida dos seus cidadãos e de quem necessite de usufruir delas.
Das duas, destacava o novo recinto da Feira Semanal, já que é uma infra-estrutura da maior importância para a nossa Vila, pois vai permitir que todos possamos utilizar este novo espaço como oferta de estacionamento público e gratuito (excepto em dias de feira) permitindo, assim, que o nosso Centro possa adquirir uma dignidade diferente daquela que, por falta de alternativas de estacionamento, lhe tem sido atribuída. Como a distância não é longe, também arriscaria sugerir que ao domingo os nossos paroquianos utilizassem esta oferta, permitindo acabar com a confusão que se instala no Largo da nossa Igreja Matriz. Como já o disse noutro artigo, “É mais importante o que podemos fazer pela nossa Vila, do que o que a Vila pode fazer por nós”.

Pê éSses finais:
No rescaldo das eleições europeias, destacava o facto de o apelo ao cartão amarelo ter funcionado e o nosso país ter retomado a sua cor ROSA.
Como é lógico, as vitórias têm mérito por parte de quem ganha e demérito por parte de quem perde. Esperemos é que estes resultados históricos sejam correctamente interpretados e aproveitados, pela positiva, por todas as forças políticas e não em benefício próprio, como já se pôde constatar. Mas também não há nada como abanar a árvore para ver que fruto cai.
A todos os eurodeputados eleitos, são lhes colocados dois tipos de desafios: no âmbito externo, conseguirem defender os interesses nacionais, pois os tempos que se avizinham não serão fáceis; no âmbito interno, conseguirem transmitir a mensagem a todos os portugueses da importância da sua participação, no que diz respeito aos problemas da Europa, pois é nela que temos o privilégio de residir. Como vamos ter um referendo nacional sobre a futura Constituição europeia em Janeiro de 2005, era da maior importância que alguns se deixassem de quezílias pessoais e elevassem o nível do debate, passando a preocupar-se mais em informar os portugueses sobre os reais problemas.
Acredito que Portugal vai ser campeão europeu. Mas, sabendo ao mesmo tempo, que somos um povo que rapidamente passa as pessoas de bestial a besta, tenho medo de que aconteça a toda esta euforia o que normalmente acontece a todos os estados de graça: o dia seguinte.

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