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  POLÍTICA   Sem união não há razão
Terça-feira, Julho 24, 2007

As últimas estatísticas confirmam o desenvolvimento (aprofundamento) da macro-cefalia de Portugal; o que dito por outras palavras, significa a existência de um país cuja capital é única região que cresce.

O problema é que a capital (cabeça) cresce e o resto do país definha. Este fenómeno (facto enquanto conhecido) assume-se como incontestável. Até a região do Porto padece deste problema.

Agora já não é só o Alentejo que se desertifica, em termos naturais e humanos, é todo um país que sofre do mesmo mal. Um mal que não pára de atingir até as regiões mais litorais.

Não se conhece estratégia para inverter esta tendência. Antes, conhecem-se medidas, bem concretas, que irão agravar a centralização do país: o fecho de urgências, o fecho de maternidades, o fecho de escolas, o fecho de tribunais.

Os Reis de Portugal da 1.ª dinastia tinam a noção plena de que a unidade nacional dependia de um repovoamento do território. Eles conseguiram-no. Nós vamos dividir Portugal. Portugal precisa de uma refundação a todos os níveis.

Vem a propósito esta introdução para evidenciar o paralelismo que existe entre o que se passa no país e no concelho.

O concelho atravessa a fase mais centralista da sua história. Já em outra crónicas tive oportunidade de referir o ostracismo a que a Câmara de Guimarães vota as Taipas e o resto do concelho.

Os investimentos urbanísticos são para a cidade. Os investimentos culturais são para a cidade. A cidade absorve a quase totalidade da despesa do município.
Por isso, eu estou de acordo com a bancada do PS na Assembleia de Freguesia: é necessário uma estratégia de desenvolvimento para as Taipas.

O PS nunca disse em que pilares assentava a sua estratégia de desenvolvimento. Tenho que crer que seria a nas realizações constantes no seu programa eleitoral. Atendendo a que o seu programa só diferia em pormenores do programa da actual junta terá que se instar o PS a revelar todo o seu esforço, actividade, trabalho e colaboração para que o seu também “programa” encontre concretização.

Não tenho dúvidas que o crescimento das Taipas e desta zona do concelho só se tornará possível num ambiente de colaboração entre as entidades que constituirão o sustentáculo do desenvolvimento: Junta de Freguesia, Taipas Turitermas; ACIT, Câmara Municipal de Guimarães e as associações de apoio ao desporto e cultura.

A ideia aqui sufragada resume-se ao seguinte: temos que puxar todos para o lado que tomámos como certo. Se não for assim, perdemos todos, mesmo que ganhemos eleições.

NOTA DA REDACÇÃO – Devido a problemas de comunicação não foi possível a publicação da habitual coluna de Manuel Ribeiro na última edição do jornal Reflexo. Publica-se agora o texto por este meio, com as nossas desculpas aos leitores e ao autor.