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  POLÍTICA   Estratégia suicida
Quarta-feira, Agosto 1, 2007

Nenhum Taipense no seu juízo perfeito deseja o insucesso dos seus legítimos representantes locais.

Quando o Tino e a sua equipa apresentaram ao público o seu programa para quatro anos, fui dos que lhe criticaram o irrealismo, fui dos que lhe prognosticaram o fracasso. Agora, com o fiasco à vista, não fico contente por ter razão, não fico contente por a vida me ter dado razão.

O fiasco anunciado pelo Tino em entrevista ao “destaque” de 15 de Junho não me deixa contente, bem pelo contrário.

Tive e mantenho reservas políticas em relação ao projecto do PSD. Acho-o de cumprimento impossível, por exigir condições financeiras, legais e políticas fora do alcance de uma qualquer junta de freguesia. Mas não nego nem subestimo a sua importância.

E, mais custoso do que o incumprimento do programa é o desânimo, o conformismo dos que desistem dos projectos a meio e despendem mais energias a encontrar bodes expiatórios do que a inverter a marcha para o abismo.

O projecto está seriamente comprometido, mas não está ferido de morte.

Se dificilmente pode ser cumprido na íntegra – coisa que já antes acontecia, como se previu – tem ideias com pernas para andar, desde que previamente se cumpram as condições políticas necessárias.

O Tino é orgulhoso, mas não é burro.

A bem das Taipas, espero e desejo que domine a soberba e mude de rumo.

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