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  POLÍTICA   Serviço público para todo o concelho
Quarta-feira, Junho 20, 2007

Ninguém dúvida das virtudes da concorrência. A possibilidade da concorrência encerra o exercício de uma das liberdades constantes na Constituição da República Portuguesa. O poder de se exercer uma actividade económica, também por outrem exercida, tem vantagens económicas e sociais importantes. Desde logo um aumento da oferta. O aumento da oferta, sem que a procura cresça imediatamente na mesma proporção, provoca uma baixa dos preços. Esta baixa de preços obriga os concorrentes a serem mais eficientes: a produzirem mais e a apresentarem produtos de melhor qualidade.

De um modo simples, seria assim, o modo ideal de funcionamento da economia. Vem esta ideia a propósito da concorrência entre associações. Existem, agora, no concelho duas associações de industriais e de comerciantes. Uma sedeada em Guimarães – a ACIG; e outra sedeada nas Taipas – a ACIT.
Esquecendo as polémicas relativas ao aparecimento da ACI das Taipas, dir-se-ía que surgiu um concorrente para a ACI de Guimarães.

A existência de concorrentes já produziu efeitos. A ACI de Guimarães já organiza eventos nas Taipas. Estranho para uma associação que se tinha esquecido desta terra há uns bons anos. Seja bem vinda ACIG.
A Oficina, a Turipenha, a Tempo Livre são empresas municipais constituídas para prestar serviços públicos em vez do Município. Como são financiadas pelo orçamento do Município, (por todos nós) era suposto que estendessem a sua acção, o seu serviço público, a todo o concelho.

Ninguém conhece uma única iniciativa da Oficina, da Tempo Livre, da Turipenha nas Taipas. São empresas do município cuja acção começa e acaba na cidade de Guimarães. Os vimaranenses, os eleitores, os residentes do concelho, ou se deslocam a Guimarães para consumirem a panóplia de produtos culturais e desportivos que aquelas empresas públicas vão oferecendo ou, nada consomem. À escala do concelho, está-se a assistir a uma concentração que os residentes nos vários pólos urbanos do concelho rejeitam.

Na verdade, estas empresas, se tivessem concorrência, criariam novas formas de chegar a novos públicos, de educar mais gente no teatro, na música, no cinema. Assim, ficam-se pela sede do concelho, com uma actividade restrita a um público reduzido e repetido.

Sr. Presidente da Câmara obrigue as suas empresas municipais a organizarem eventos em locais diferentes do concelho. Só assim é que se cumprirá plenamente o serviço público.

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