POLÍTICA   No meio da Ponte
Sábado, Junho 30, 2007

A vila já sofre os efeitos da presença das empresas a quem a Junta entregou a ornamentação das ruas. São as festas da vila e a S. Pedro que já mexem.

Eu sou dos que consideram as festas um investimento e não uma despesa, esperando que dele surjam num futuro mais ou menos próximo as contrapartidas ou o retorno do dinheiro gasto.

Como é evidente, estar de acordo com a iniciativa não significa estar de acordo com o programa. As festas devem assumir um carácter lúdico e de lazer desenhado e executado a pensar nas populações da freguesia, porque é em seu nome que elas são justificadas perante os seus legítimos representantes. Mas, simultaneamente, não podem deixar de servir como veículo de promoção da terra, dos seus monumentos e sítios e das suas enormes e mal aproveitadas potencialidades naturais e humanas.

No passado mais recente, as festas da vila e a S. Pedro perderam autenticidade. Importaram-se modelos e iniciativas alheias que macaqueiam e abastardam. No sonho de fazerem de umas festas locais umas festas concelhias, não se deram conta que já não são o que antes eram e ainda não são o que gostavam de ser. Estão no meio da ponte.