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  POLÍTICA   Centro de Saúde, Câmara, Prego e Turitermas
Terça-feira, Abril 10, 2007

CENTRO DE SAÚDE
Numa sessão extraordinária da assembleia de freguesia de Caldelas, requerida pelas bancadas dos eleitos pela CDU e PS, discutiu-se e analisou-se a actual situação do Centro de Saúde das Taipas, nomeadamente da falta de médicos depois da criação da Unidade de Saúde Familiar Ponte.

Foi a sessão da assembleia de freguesia mais unânime dos últimos tempos e com algumas medidas aprovadas por unanimidade que, no futuro, se espera traga alguns resultados positivos.

O único ponto negro da sessão foi a postura do presidente da Junta, revelando alguma passividade (limitando-se a debitar números, informar sobre o número de reuniões que solicitou e a elogiar o Director do Centro de Saúde) e afirmando que esperava o que os membros da assembleia fossem decidir para depois tomar uma posição e decidir o que fazer. Ao invés de, como lhe é legalmente exigível, tomar iniciativas para tentar solucionar o problema ficou à espera daquilo que fosse dito e decidido na assembleia para ir a reboque. Afinal, quem exerce o poder na freguesia de Caldelas: a Junta ou a Assembleia de Freguesia?

CÂMARA
A Câmara Municipal de Guimarães virou-se definitivamente para as Taipas. Primeiro foi o anúncio da construção da via de ligação da variante das Taipas ao Avepark, naquela que será talvez a obra mais cara deste mandato em todo o concelho. Agora, faz uma intervenção na vila, procedendo à poda de árvores (ainda que algumas podas sejam de beleza e resultado duvidosos) e ao arranjo de alguns passeios.

PREGO
“Quem não paga… vai p’ro prego”. O Clube Caçadores das Taipas, numa iniciativa da sua Direcção, decidiu afixar a lista de associados com quotas em atraso. Não vou aqui criticar este acto até porque já se puderam ouvir muitas criticas, quer na blogosfera, quer nas ruas, quer mesmo na própria assembleia geral realizada. Mas, o que terá levado a Direcção a tomar esta atitude? Talvez as dificuldades financeiras por que atravessa o clube. Todavia, se o objectivo era que os associados regularizassem o pagamento das suas quotas e, com isso, aumentar a fonte de receita, penso que a ideia não foi feliz.

Provavelmente, algumas das pessoas que constam da lista, ofendidas na sua integridade moral, tomarão a iniciativa de se desvincularem do clube. Para a próxima aconselha-se mais prudência e talvez um apelo, pela positiva, para que todos os associados com quotas em atraso, sem nunca especificar nomes, regularizem a sua situação para ajudar o clube.

TURITERMAS
A cooperativa municipal reuniu em assembleia geral para apreciação e votação das contas relativas ao exercício do ano 2006. As contas, que apresentaram um resultado positivo de cerca de 3.800,00 €, foram aprovadas por unanimidade. O ponto alto da reunião foi quando o representante da Freguesia naquela cooperativa, Sr. Armando Abreu, na qualidade de secretário da Junta, sugeriu e defendeu que a cooperativa deveria apostar mais na divulgação dos seus serviços, tarefa para a qual a Junta estaria disposta a ajudar. Este cooperador solicitou ainda que as assembleias fossem marcadas para depois da hora de jantar.

Fiquei estupefacto! Esta intervenção do secretário da Junta vai totalmente contra tudo aquilo que o executivo tem dito e feito nos últimos tempos. Depois da minha nomeação para a cooperativa, o presidente da Junta desdobrou-se em entrevistas para afirmar as Taipas como capital das cutelarias e defendendo que as termas não tinham qualquer importância para a vila.

Em relação aos horários de realização das assembleias, penso que a própria Junta deveria começar por tomar a iniciativa de alterar os horários das suas próprias reuniões também para depois da hora de jantar, como há muito vem sendo solicitado por alguns.

No fim, e com toda esta confusão, fiquei a pensar se isto será um grito de revolta do secretário da Junta, numa clara demarcação em relação ao executivo a que pertence, ou se todo o executivo mudou de pensamento e convicções e contradizem, agora, tudo o que vêm fazendo e afirmando há mais de ano e meio, numa incoerência hilariante de princípios e ideias.

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