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  SAÚDE   Serviços de Urgência… Já ouviu falar?
Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

Nos últimos dias muito se tem falado sobre a reestruturação dos serviços de urgência que está em vias de implementação.

As imagens televisivas das diferentes manifestações realizadas pelas populações que se sentem atingidas, são disso um exemplo. Importa, assim, que tenhamos uma ideia do que está em causa e com o que poderemos contar se nos virmos numa situação de urgência.

O que o leitor vai ler de seguida é um breve resumo do relatório final da Proposta da Rede de Urgências elaborada pela Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências.

Os objectivos foram:
1 – a melhoria da qualidade da assistência urgente e emergente;
2 – a melhoria da acessibilidade a estes cuidados;
3 – a igualdade no acesso;
4 – a promoção da racionalização dos recursos.

Propõe-se que a implementação da proposta seja faseada no tempo e acompanhada do desenvolvimento da emergência pré e inter-hospitalar e da reorganização dos Cuidados de Saúde Primários (Centros de Saúde). No nosso meio, a nova Unidade de Saúde Familiar de Ponte é disto um exemplo.

Vão haver três níveis de Serviço de Urgência (Rêde de Urgência):
1 – Serviço de Urgência Polivalente (SUP) – serão aqueles hospitais que terão todos os meios materiais e humanos de que o doente mais grave necessita. Por exemplo o Hospital S.João – Porto.
2 – Serviço de Urgência Médico-Cirurgica (SUMC) – serão os hospitais com as especialidades médicas e cirúrgicas suficientes para atender a imensa maioria dos casos. Por exemplo o nosso Hospital de Guimarães.
3 – Serviço de Urgência Básico (SUB) – Terão no mínimo dois médicos e dois enfermeiros e espera-se com”Rx e Análises”. Não está previsto nenhum para a nossa área.

Com estes serviços propõem-se as seguintes metas como tempo de resposta do socorro ao local (entre a chamada de socorro e a chegada ao local):
• 90% das respostas dentro de 15 minutos, em áreas urbanas.
• 90% das respostas dentro de 30 minutos, em áreas rurais.
• Uma ambulância de emergência por cada 40.000 habitantes (exige-se uma qualificação crescente das tripulações).
• Uma equipa de socorro com capacidade de medidas de suporte avançado de vida por cada 200.000 habitantes. (aqueles carros amarelos – viatura médica de emergência e reanimação – VMER , que de vez em quando vemos por aí).

Tempo de trajecto ao serviço de urgência (entre o local da ocorrência e o ponto da Rede de Urgência mais próximo): A meta é que 90% da população tenha um tempo de acessibilidade até cerca de 30 minutos a um ponto da Rede de Urgência e um tempo alvo máximo de 45 minutos até o SUMC ou SUP.
Para o Norte estão previstos:
• 5 Urgências Polivalentes (SUP): Hospital de Vila Real; Hospital de S. Marcos – Braga; Hospital de S. João – Porto; Hospital Sto António – Porto; Hospital V. N. Gaia.
• 7 Urgências Médico-Cirúrgicas (SUMC): Hospital Viana do Castelo; Hospital Póvoa do Varzim; Hospital de Bragança; Hospital de Guimarães; Hospital de Famalicão; Hospital Vale do Sousa (Penafiel); Hospital de Matosinhos.
• 9 Urgências Básicas (SUB): Hospital de Chaves; Hospital de Mirandela; Hospital de Barcelos; Hospital de Valongo; Hospital de Amarante; Centro de Saúde de Monção; Centro de Saúde Ponte de Lima; Centro de Saúde de Montalegre; Centro de Saúde de Mogadouro.
Perto de nós fecham os S. de Urgência de Vila do Conde, Sto Tirso e Fafe. O Hospital de Chaves é despromovido de SUMC para SUM (daí a contestação) e Monção foi promovida a desfavor de Valença do Minho (nova contestação).

No que diz respeito às Taipas tudo como dantes. O nosso Centro de Saúde não tem serviço de urgência (embora as pessoas digam que vão à urgência…) e, eventualmente, poderá continuar a proporcionar consultas abertas para situações não programadas.

O Centro de Saúde de Guimarães (Urgezes), actualmente, dispõe deste tipo de consultas até às 22h.

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