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  POLÍTICA   O cemitério
Terça-feira, Agosto 1, 2006

Está de parabéns a Junta de Freguesia pela organização de mais umas festas da Vila e S. Pedro. As festividades correram pelo melhor e nada ficaram a dever às realizadas nos últimos anos.

Confesso que não concordo com o modelo de gestão das mesmas, concentradas única e exclusivamente no órgão autárquico. Sempre defendi que as festas deveriam ser organizadas pela Junta de Freguesia, mas não de forma isolada. Entendo que as associações da vila devem ter um papel activo na sua organização e que as receitas devem ser superiores às despesas, distribuindo-se o lucro por essas mesmas associações. Com isto, decerto, ficariam a ganhar as festas e as associações da vila.

O executivo da freguesia dá grande importância a esta realização e isso é notório no forte investimento financeiro que é levado a cabo na sua concretização, com quase ¼ do orçamento anual da Junta.

Todavia, a vida não é uma festa, nem podemos viver para as festas. Existem, infelizmente, muitos problemas e há muito trabalho por fazer na nossa vila.

Por isso mesmo, já por diversas vezes tive a oportunidade de questionar a Junta de Freguesia sobre os elevados custos financeiros que as festas trazem para o seu orçamento e sobre os reais retornos das mesmas que justifiquem o largar mão de tanto dinheiro.

Não concordo com as prioridades que estão a ser estabelecidas. Penso que deveria ser gasto menos dinheiro nas festas e mais no apoio às associações da vila, em despesas de investimento e em obras.

Concretamente, penso no caso do nosso cemitério. Se repararmos, verificamos que este tem a sua capacidade quase esgotada, pelo que já deveria estar no topo das preocupações desta Junta. Daqui a 2 ou 3 anos já não haverá espaço para mais defuntos.

Paralelamente a isto, a União Europeia vai criando leis cada vez mais exigentes quanto à construção de cemitérios.
Por diversas vezes, nas assembleias de freguesia, eu e os meus companheiros de eleição, tivemos oportunidade já para alertar o executivo para esta situação. Mas até agora não temos visto grande preocupação para com este problema.

Estamos numa corrida contra o tempo e ontem já era tarde…
Oxalá não aconteça uma desgraça como a de Entre-os-Rios, pois nesse caso não sei onde seriam sepultados os nossos conterrâneos…

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