“Tudo fizemos para alcançar o objectivo”
Quarta-feira, Março 1, 2006

Em entrevista, Bakero diz que o CCTaipas “tem condições suficientes para se levantar novamente”.

Como foi o seu primeiro ano como sénior? O que se lembra de mais positivo dessa altura?
Foi um ano muito bom para mim. Transitei de júnior para sénior com 16 anos na equipa do Felgueiras. Foi um passo muito importante. Sabia que tinha valor para representar aquele plantel. O que mais me marcou foi o facto de ter assinado por quatro anos tendo eu, na altura, 16 .

O União de Leiria foi o seu primeiro clube no escalão máximo do futebol português. O que mais o marcou nesse clube?
Tudo o que fiz nesse clube foi positivo. Foi um ano repleto de alegrias, não só pessoais como também profissionais. Foi, aliás, nesse ano que consegui dar o salto para um clube espanhol, não muito bem sucedido, mas foi gratificante, pois o meu nível de vida melhorou bastante. Vai ficar como o melhor ano da minha carreira.

Ainda na União de Leiria despertou interesse do seleccionador e foi convocado para a Selecção sub-21. Qual a sensação de representar a selecção nacional?
Não tenho palavras para exprimir a sensação de representar o nosso país. Foi uma experiência bastante boa e fiquei muito satisfeito por isso ter acontecido.

O facto de jogar na Primeira Liga e de alinhar pelos sub-21 fez com que sentisse que poderia ir mais longe na sua carreira. Foi dessa forma que pensou quando assinou pelo Sevilha?
A partir do momento em que o meu trabalho é reconhecido a nível de clubes profissionais e na selecção sub-21 significa que, estou a trabalhar bem e a dar o meu melhor. Deu para perceber que as pessoas estavam atentas ao trabalho que desenvolvi. Ser chamado à selecção fez com que, clubes como o Sevilha e clubes portugueses demonstrassem interesse em mim. Na altura, a melhor proposta foi do Sevilha, clube pelo qual acabei por assinar.

A que clubes portugueses se refere?
O meu empresário, na altura Jorge Mendes, teve alguns contactos dos três grandes clubes portugueses. Mas, nunca chegamos a um acordo relativamente ao valor a pagar. Entretanto, surgiu o Sevilha que fez uma melhor proposta.

Na altura de assinar pelo Sevilha, fê-lo por vontade própria ou os responsáveis do Leiria tiveram algum peso na sua decisão?
É evidente que o Leiria não me deixaria sair sem encaixar o que estava estipulado no contrato. A minha ideia era ficar em Portugal, acho que era o melhor para mim, pois ainda era muito jovem. O Sevilha prontificou-se a pagar essa quantia e eu tive de assinar.

No Sevilha, as coisas acabaram por não correr muito bem e foi emprestado ao Marítimo e ao Braga. Como descreve as épocas ao serviço destes dois clubes portugueses?
A minha primeira época ao serviço do Marítimo foi razoável. Fiz cerca de 20 jogos. Foi um ano positivo. Ao serviço do Braga, pensei que as coisas fossem correr melhor do que no Marítimo, mas isso não aconteceu. Impediram-me de demonstrar o meu valor. Sem entrar em pormenores, foi um ano que não correu muito bem.

Passados estes anos, o que aconteceu para que caísse no esquecimento, tem alguma explicação para esta situação?
Tenho a consciência tranquila. O facto de entrar no esquecimento deve-se um pouco à imagem que se criou de eu gostar da noite, de ser boémio. Foi dessa forma que comecei a ser esquecido. Penso que, não há nenhum jogador que não goste de sair um pouco, de aproveitar um dia de folga.

Actualmente joga no Taipas que alinha no Campeonato Distrital. O que o motivou a aceitar este desafio?
O que me motivou foram dois aspectos essenciais: o facto de voltar ao activo para não estar parado, e foi também pela amizade que tenho com o treinador desta equipa. Pedi-lhe apenas para treinar no Taipas, para manter a forma e, à medida que me foram conhecendo, surgiu o convite

Qual a sua opinião acerca do Taipas?
Já defrontei o Taipas quando jogava no Bragança na 2ª Divisão B. Fiquei admirado pela situação em que hoje se encontra. Sei que, neste momento, tem condições suficientes para se levantar novamente.

O que é que, na sua opinião, fez com que o Taipas falhasse na concretização do objectivo proposto para esta época?
Estou aqui há pouco tempo. Sei que, quando o Ricardo pegou no comando técnico da equipa havia já uma distância significativa do primeiro classificado. Isto não é desculpa para a situação que o Taipas enfrenta agora mas, nestas condições é muito complicado, tendo já vários pontos de desvantagem. Tudo fizemos para conseguir os nossos objectivos mas, alguns jogos mais importantes acabaram por não nos correr bem, o que nos impediu de prosseguir os objectivos.

Na próxima época, gostaria de permanecer no Taipas?
É uma questão que tenho de pensar seriamente, dependendo do tipo de projecto que for apresentado e da permanência do treinador. É óbvio que vai depender também de convites que venha a ter de clubes de estatuto superior.

Vera Freitas

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