“RSI”
Domingo, Maio 8, 2005

Das várias conversas que já tive com empresários do ramo, todos são unânimes em reconhecer a incapacidade de estabelecer uma concorrência aos preços praticados por estes países asiáticos. E porquê? Porque uma das virtudes da democracia é o dever que a entidade patronal tem em assegurar os direitos sociais dos trabalhadores, o que acarreta gastos, que se reflectem nas despesas totais de produção e, logicamente, nos custos unitários de produção. Ora, tanto quanto se sabe, estes países asiáticos, como China, Paquistão, etc, não têm estas despesas sociais. Também entendo salientar que os nossos empresários neste momento, fora o recurso à União Europeia, ainda não sabem muito bem como travar e combater este mal que vem do Oriente. Mas, uma coisa estão dispostos a manter: as regalias sociais que tanto suor e lágrimas custaram a ambas as partes – patrões e trabalhadores (que são cerca de 200 mil em Portugal).
Destaco também a consciência que estes mesmos empresários possuem, de que esses países não teriam tido crescimento económico e algum desenvolvimento sem a ajuda da Europa e logicamente de Portugal, neste sector.
Porém, uma moeda não viciada tem sempre dois lados.

Pê éSses finais:
Para todos aqueles que só se preocupam em encontrar o que de menos bom acontece na nossa Vila, a divulgação de acontecimentos positivos é sempre importante. Desde Março deste ano, que o Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa passou a desenvolver acções de acompanhamento dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção (que passará novamente para Rendimento Mínimo Garantido). Esta atribuição pelo Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Braga é o reconhecimento de todo o trabalho desenvolvido no passado, já que apenas foram escolhidas 10 instituições no distrito de Braga, num universo de cerca de 300 instituições. Estas acções serão desenvolvidas por técnicos competentes e abrangerão as freguesias de Balazar, Barco, Caldelas, Santa Cristina de Longos, S. Clemente de Sande, S. Lourenço de Sande e S. Martinho de Sande.

Desejos para que uma vez mais o nome de Portugal seja apregoado aos quatro ventos, contando para tal que o Eng. António Guterres faça parte da lista reduzida de três nomes a partir da qual o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, escolherá o próximo alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados e… que seja o escolhido!

pauloix@clix.pt