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Águas do Norte aponta o dedo a gestoras dos sistemas municipais de saneamento
Quarta-feira, Abril 20, 2016

Ao que tudo indica, uma sobre-carga no sistema de saneamento de águas residuais, devido à intensa chuva dos últimos dias, terá provocado o transbordo das águas de esgoto no Rio Ave, em Donim.

A edição de 20 de Abril do Jornal de Notícias noticia o levantado um auto de contra-ordenação pela Guarda Nacional Republicana, devido a descargas ocorridas no Rio Ave, junto à ponte de Donim. De acordo com a mesma notícia, a Águas dos Norte terá apontado como razão o facto de os sistemas de águas residuais e de águas pluviais não serem separados.

De acordo a entidade que gere os sistema em alta de distribuição de água, as descargas ocorrem porque os sistemas de saneamento e básico e de drenagem de águas residuais não estão separados, provocando roturas em caso de situações de ponta, quando há picos de precipitação. Da sua parte, avança ainda o Jornal de Notícias, foi efectuada uma intervenção na ordem dos 75 mil euros.

Em resposta, a Vimágua, empresa municipal pela gestão dos sistemas de captação, distribuição e saneamento de águas, diz o ter efectuado acções de fiscalização e identificação de ligações indevidas à rede, a última destas acções feita em Fevereiro de 2015, considerando que seu trabalho de casa se encontra concluído. Na sua comunicação a Vimágua não faz referência à falta de capacidade do sistema nesta situação em concreto, declarando genericamente que “a afluência indevida de águas pluviais à rede é um problema crítico”.

O Bloco de Esquerda reagiu, defendendo que a Câmara Municipal de Guimarães deverá proceder com urgência às intervenções necessárias, através das entidades com essa responsabilidade, no sentido de dotar o sistema de drenagem de águas capaz de suportar situações de carga, que provocam vazamentos no Rio Ave, junto à ponte de Donim.

Além da situação noticiada pelo Jornal de Notícias, o Bloco de Esquerda avança que irá pedir uma audição com uma equipa de investigação do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, das universidades do Porto e Friburgo, que detectou nas águas do Rio Ave quatro bactérias multi-resistentes, das quais ainda não são conhecidos nem as suas origens, nem os possíveis riscos para a saúde pública.