“Quanto mais te bato, mais gostas de mim!”
Segunda-feira, Dezembro 6, 2004

Tendo tido acesso, como todos os portugueses, aos mais recentes dados divulgados sobre a violência doméstica, confirmei aquilo que seria indesejável: temos números de fazer corar de vergonha o mais comum dos mortais, já que cinco mulheres morrem por mês e, em média, seis são agredidas por semana!!! Ainda assim – pasmem!!! – não somos o caso mais dramático a nível europeu!
Se se falar publicamente sobre este tão hediondo acto, (quase sempre sem testemunhas e praticado em privado), rapidamente o assunto é evitado e combatê-lo é muito mais difícil. A nossa esperança passa pelas gerações futuras que têm a obrigação de aprender e ter capacidade de distinguir o afecto da violência. E, se é dito popular que em “adultos repetimos aquilo que aprendemos em criança”, um seio familiar sem violência desenvolve adultos não violentos. Vai daí, este será, de certeza, um caminho a percorrer.
Quer como cidadão, quer como professor, sempre estive e estarei totalmente contra a prática desta violação dos Direitos Humanos. Este ano terei, como todos os professores e alunos, a possibilidade de aproveitar o Concurso do Hemiciclo – subordinado ao tema “A violência doméstica” – para divulgar aos alunos que um combate eficaz passa sempre pela prevenção. Aproveito para deixar uma palavra de reconhecimento ao professor Carlos Justo, responsável pela divulgação e dinamização desta iniciativa na Escola Secundária de Caldas das Taipas e pelo seu tão desvelado empenho por mor de que este concurso tenha a adesão e possibilite passar a mensagem, o que lhe cabe como objectivo primordial.

Pê éSses finais:
Sendo a Constituição Europeia fundamental para o desenvolvimento do país, não é com a pergunta apresentada que os portugueses vão entender essa fulcral importância e votar favoravelmente. Assim, e partir desta data, estão abertas inscrições para um curso intensivo de Português para que todos possamos entender a questão que, em princípio, vai ser colocada ao país, no referendo. Mas, espera-se, de facto, que, daqui até lá, os nossos deputados da Assembleia da República se deixem de brincadeiras, se deixem de preocupar com a constitucionalidade da pergunta, vejam “com olhos de ver” o país real e apresentem uma pergunta simples e clara, para que, em consciência, os Portugueses possam votar SIM!!!

E “devagar se vai ao longe”, diz o ditado e muito bem. O novo espaço da Feira está melhor, a sua utilização já é mais amiúde mas o asseio ainda tem que melhorar! Recomenda-se! – já que, quase diariamente, o pedido de ocupação de lugares aumenta. Ora, isso espelha bem que a nossa feira é de colocação obrigatória no roteiro dos feirantes e utentes e representa uma receita extraordinária importante para os cofres da Junta de Freguesia de Caldelas, logo, para todos nós.
Para não deixarmos passar em claro esta época de Natal, por que não colocar um enfeite de natal, nas janelas e/ou varandas das nossas casas? Há que pensar nisto!
DESEJO DE UM SANTO NATAL A TODOS!

pauloix@clix.pt