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“Não se pode tratar por igual todo o território”, vereadora Paula Oliveira
Quinta-feira, Fevereiro 11, 2016

A vereadora socialista, responsável pela Ação Social do concelho de Guimarães, foi a porta-voz do executivo na rejeição da proposta da coligação Juntos por Guimarães, no sentido de estender a todo o concelho o Projeto Raízes.

Já durante a discussão da proposta, a vereadora socialista defendeu que não se podia tratar as onze comissões inter freguesias “por igual”, sob o risco de essa resposta se “tornar desigual”, votando pela rejeição da mesma.

Recorde-se que em causa estava a proposta de alargamento do «Projeto Raízes» a todo o concelho. Para isso, a coligação JpG defendeu a criação de uma área de projeto em cada área geográfica das comissões sociais inter freguesias do concelho de Guimarães, competindo a cada uma dessas comissões sociais a gestão do respetivo projeto.

A vereadora responsável pela Ação Social, já no final da reunião do executivo do dia 4 de fevereiro, voltou a apresentar as justificações para a vereação socialista ter rejeitado a proposta da coligação JpG: “Atendendo à dinâmica que está instalada pela rede social de Guimarães e também pelas estratégias definidas no nosso documento orientador das políticas sociais (plano de desenvolvimento social), consideramos que devemos atender, como temos feito até agora, às especificidades de território, atendendo à dinâmica das onze comissões inter freguesias e às propostas apresentadas pelos agentes de cada um desses territórios.

Paula Oliveira referiu que não estava naturalmente “contra o espírito da proposta”, mas que a considerava “extemporânea”, no sentido de que “é insuficiente”, concluindo que “as necessidades e prioridades diferem de território para território. Daí ter dito que a estratégia que temos no terreno é mais ambiciosa, no sentido que é mais alargada, dá uma resposta mais cabal e mais específica e vai ao encontro das pessoas”.

De referir ainda que Torcato Ribeiro, vereador da CDU, justificou a abstenção neste ponto da ordem de trabalhos pelo facto de não conhecerem qualquer relatório de avaliação deste projeto implementado em Moreira de Cónegos. Defendeu que tal deveria constar na proposta em discussão, “para terem uma visão mais completa da execução do projeto”, acrescentando que se deveria ter um maior cuidado na apresentação deste tipo de propostas de âmbito social.