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“Corroboro o presidente da Câmara quando diz que é preciso coragem em determinados atos”.
Terça-feira, Fevereiro 10, 2015

Em causa está a reposição do horário de trabalho de 35 horas para os funcionários da Câmara Municipal. O despacho levado à reunião do executivo teve a aprovação do vereador da CDU, Torcato Ribeiro, que afirma, “o tempo dará razão à nossa posição”.

Se a questão de direita e de esquerda estava um pouco arredada das discussões políticas nas reuniões de Câmara, regressou em força na última sessão do dia 5 de fevereiro.
Para Torcato Ribeiro o assunto reflete um dos pontos que os diferencia dos vereadores de direita e acusa os vereadores da coligação Juntos por Guimarães de terem privilegiado a lealdade ao governo: “Num órgão com várias sensibilidades políticas ficaram demonstradas as reticências da direita neste órgão autárquico. Posso compreender que algumas lealdades sejam difíceis de desfazer, a direita absteve-se, decisão confortável devido a essas lealdades políticas”. O vereador comunista fez questão de frisar que sempre tiveram a mesma postura nesta questão:“Sempre defendemos as 35 horas semanais e sempre dissemos que esta diretiva do governo foi um retrocesso civilizacional do ponto de vista da relação entre trabalho e empregador”. Foi mais longe e classificou de “mancha negra” e de “roubo” a implementação de legislação que “permitiu que as pessoas passassem a trabalhar mais 5 horas sem o respetivo acrescento de remuneração, houve um roubo nítido de cinco horas de trabalho, isto é uma ilegalidade, nem que seja de ordem moral”, concluiu o vereador da CDU.

Nesta questão, Domingos Bragança tem todo o apoio da CDU e considerou ter sido muito importante que o presidente da Câmara “trouxesse à Câmara a decisão da reposição das 35 hora de trabalho para ser ratificada politicamente”.

Questionado se estava preocupado com a eventual reposição de salários se esta decisão acabar por ser chumbada pelo Tribunal de Contas, Torcato Ribeiro começou por referir que a “direita não ficou preocupada com a necessidade de ressarcir as pessoas quando passaram das 35 para as 40 horas” e que não compreende que “se possa falar de devolução de dinheiro a uma pessoa que trabalhava 35 horas, passou para 40 horas sem receber mais nada e volta à mesma situação inicial”. O vereador da CDU acredita que toda esta questão será resolvida a curto prazo, pois o “governo está em agonia” e que o tempo legalizará o que o atual governo se “recusa, diria intencionalmente, a legalizar”.