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Só se desilude quem se iludiu.
Terça-feira, Julho 15, 2014

Na última sessão pública da Assembleia de Freguesia de Caldelas, realizada em finais de Junho, houve quem detectasse vestígios de alguma desilusão da Junta de Freguesia, melhor dizendo, do presidente da Junta de Freguesia relativamente ao vasto e diversificado conjunto de obras anunciado com pompa e circunstância pelo presidente da Câmara Municipal de Guimarães na reunião pública que aconteceu na Escola Secundária de Caldelas.

Essa desilusão de Constantino Veiga é partilhada por outros cidadãos atentos, preocupados com o facto de o tempo se estar a esgotar e de obras, nada.

É natural e compreensível o desencanto.

As obras em questão, da intervenção nas ruas ao arranjo urbanístico do centro cívico da vila, constituem bandeiras antigas agitadas por muitos ao longo de sucessivos orçamentos municipais, e, nesse sentido, está criada a descrença e a desconfiança face ao poder político municipal e local.

Guimarães, com um novo protagonista à frente da câmara, ensaiou uma manobra destinada a vincar uma mudança de atitude, o que, no caso das Taipas, implicou um relacionamento de novo tipo entre a Junta e a Câmara, ou mais propriamente, entre Domingos Bragança e Constantino Veiga, no qual poucos acreditavam.

Domingos Bragança é um político experiente e hábil (não confundir com habilidoso) que soube incutir no Tino a ideia de que era desta vez que as coisas iam mudar e mudar rapidamente, com recuperação dos anos perdidos. Ora, com o passar dos dias, com o verão a decorrer e a vila com o mesmo aspecto, alguns concluíram que Guimarães continua a prometer muito mais do que dá, gerando-se o desconforto.

Estou convencido que alguma coisa ainda vai acontecer este ano, mas não na dimensão das necessidades da vila e do sonho do presidente da Junta, que tem de aprender a lidar com a câmara e sobretudo com Domingos Bragança, evitando ficar encurralado. E desesperado.