€ 400.000,00 para um projecto em papel
Segunda-feira, Maio 6, 2013

Há gente que gosta, insiste, em atirar a 1.ª pedra. Nem dá o benefício da dúvida a quem é visado: e atira, atira, atira…

Vem este intróito a propósito do edifício da Pensão Vilas que a junta de freguesia explica que é um investimento da freguesia – o único nos últimos 2000 anos, pois não se sabe ainda se as termas romanas pertenciam a Roma, a Guimarães ou eram mesmo das Taipas – e que as prestações mensais a pagar serão imputadas ao preço final. É uma aquisição para a freguesia que se deseja ser perpétua. Ao contrário do terreno onde está instalado o Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa que era propriedade da freguesia e foi dado ao município de Guimarães para que este constituísse o direito de superfície a favor daquela IPSS. A freguesia de Caldelas deu um terreno muito valioso à Câmara de Guimarães. Como doação que foi, não recebeu qualquer contrapartida.

Ainda não compreendo aquela atitude, a Junta dar à Câmara, uma vez que poderia ser a freguesia a doar o direito de superfície ao CSPMJS e “reservava” para si a propriedade do solo.

Uma junta de freguesia sem meios é um problema; destituída de património é um problema ainda maior.

Essa decisão foi da autoria do PS e da CDU – é bom que não se esqueça.

O PS diz que, na Pensão Vilas, a Junta paga uma renda e que, portanto, é um gasto. Isto é, não aceitam as explicações dadas.
E continuam a atirar pedras; a julgar; a emitir juízos definitivos sobre o “negócio”: a serem juízes em causa própria.

Sem invalidar a discussão que se deve ter sobre o assunto acima enunciado, os PS(s) julgadores, arautos da sapiência da “estratégia de desenvolvimento”, ainda não fizeram uma obra sem que, previamente, a Câmara lhes transferisse o dinheiro para a conta.

Para alegadamente construírem uma obra monstruosa no coração da Avenida do Parque cujo benefício para a terra não compensa a prejuízo paisagístico e ambiental que vai provocar já o disse: é um projecto erradamente implantado, O PS gastou, do erário público, € 400.000,00. É um número público e admitido como certo.

€ 400.000,00 (quatrocentos mil euros) para um projecto!!!! Dinheiro de todos nós. O projecto deve ser mesmo excepcional; deveria ser afixado no Jardim Público, no centro da vila, em frente à Caixa Geral de Depósitos, para que todos possam ver a “genealidade” do projecto e o “preço especial”.

Lanço um desafio: exponham esse projecto publicamente e sujeitem-no à apreciação pública. AH!!! Acompanhem essa exposição com o nome do gabinete de arquitectos (técnicos) que o elaborou.

€ 400.000,00… Houve gente avisada que, na altura, pôs em causa o valor exorbitante. Resposta: é uma relação obrigatória entre o valor das obras e o projecto.

Saibam V.as Exc.ªs que é mentira; é proibido. Não há valores mínimos para os projectos. Se caso os houvesse estar-se-ía a violar uma regra basilar do tratado da União Europeia que é a existência de livre concorrência que passa pela liberdade de fixar os preços das prestações de serviço.

A explicação dada é um logro para enganar. Posso ser enganado, mas passar por parvo é que não passo.
Mais valia gastarem os € 400.000,00 na Pensão Vilas. Era mais útil às Taipas.