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Álcool e alguns mitos
Terça-feira, Janeiro 8, 2013

O consumo do etanol (álcool que está nas bebidas alcoólicas) tem origens muito antigas, havendo provas de que era usado já pelos egípcios e na babilónia, algumas dezenas de milhar de anos antes da era Cristã. Só mais tarde, com os árabes, foi introduzida a destilação, que se generalizou na Europa a partir do século XI. Os hábitos de consumo não são iguais em todo o mundo. Por exemplo, nas civilizações que seguem a religião islâmica as bebidas alcoólicas são proibidas.

O consumo moderado de álcool está recomendado porque tem benefícios, principalmente a nível cardiovascular. A organização mundial de saúde considera que a ingestão de mais do que 60 gramas de álcool puro por semana é excessivo e abusivo. As bebidas alcoólicas podem ser consideradas como a droga mais vendida em todo o mundo, sendo o alcoolismo um problema de saúde pública.

O consumo de álcool em excesso é responsável por 2,5 milhões de mortes por ano, das quais 320 000 são de jovens entre os 15 e os 29 anos.

O álcool está associado a problemas graves não só da pessoa que bebe, mas também das pessoas que o rodeiam (família, amigos, colegas de trabalho) e da própria sociedade (abuso de crianças, negligencia, violência, faltas ao emprego, acidentes de viação que põe em risco a vida de outras pessoas).

Segundo a organização mundial de saúde o álcool é o terceiro maior fator de risco para doenças (doença psiquiátrica, epilepsia, doença de Alzheimer e doença de Parkinson, doenças do coração, cirrose do fígado, diabetes, pedra da vesícula biliar, pedra no rim, e vários cancros – fígado, mama, linfoma e pâncreas). A nível do nosso cérebro, o álcool afecta as células responsáveis pela nossa memória, concentração, planeamento das actividades e iniciativa. Nas mulheres, o consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez pode ser responsável pelo aparecimento de malformações no bebé que podem por em risco o seu desenvolvimento ou mesmo a vida.

 

Mitos sobre o álcool(1):

O aìlcool aquece – Falso. Com a ingestão de álcool o sangue passa mais para a pele, o que provoca uma sensação de calor com perda de calor interno.

O aìlcool mata a sede – Falso. A sensação de sede é a forma que o nosso corpo tem de pedir água. O maior constituinte das bebidas alcoólicas é o etanol, que não satisfaz este pedido podendo provocar uma maior perda de agua pela urina, e logo aumentar as nossas necessidades de agua.

O aìlcool daì força – Falso. O álcool tem um efeito estimulante que disfarça o cansaço provocado pelo nosso trabalho e assim dá a ilusaÞo de forcas renovadas. mas quando passa este efeito do álcool, o cansaço é maior.

O aìlcool ajuda a digestaÞo e abre o apetite – Falso. O álcool leva a que haja um aumento da rapidez dos movimentos do estômago o quedas com que os alimentos passem mais cedo para o intestino sem a digestão estar completa. por esta acção, as pessoas tem a sensaçaÞo de estômago vazio. Isto pode trazer problemas futuros como a falta de apetite, gastrites e uìlceras (feridas no estômago e no intestino).

O aìlcool eì um alimento – Falso. O álcool produz calorias que os nossos muìsculos não utilizam e não servem para o funcionamento das ceìlulas. Os verdadeiros alimentos são aqueles que nos dão energia que pode ser útil ao funcionamento e manutenção do nosso organismo.

O aìlcool eì um medicamento – Falso. Como o álcool é um estimulante e ao mesmo tempo permite que a pessoa sinta menos as dores e sensação de mal-estar temporariamente. quando o seu efeito desaparece, passa também a ilusão de que já está melhor e pode ter consequências mais graves.

O aìlcool facilita as relações sociais – Falso. O álcool em quantidades moderadas tem um efeito desinibidor que parece facilitar a convivência. Mas tal como os efeitos de estimulante e anestesiante, é uma ilusão. A relaçaÞo com os outros torna-se pouco profunda e artificial.

(1) – Adaptado do portal da saúde – problemas ligados ao álcool.

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