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  SAÚDE    Incontinência urinária
Terça-feira, Abril 6, 2010

A incontinência urinária é a perda incontrolável de urina, que pode ir de pequenas perdas, por exemplo durante a tosse ou riso, a perdas abundantes difíceis de controlar. É uma doença altamente incapacitante, com consequências graves a nível pessoal e social que perturbam os doentes, em especial os idosos, apesar de poder aparecer em todas as idades.

A incapacidade de controlar a emissão de urina é uma situação constrangedora e que causa marcada diminuição na qualidade de vida pessoal e social. Esta falta de controlo da micção pode originar desconforto, odor desagradável, roupa húmida ou molhada e mesmo lesões cutâneas, para além dos aspectos negativos psico-sociológicos.

Sabe-se que as pessoas de idade avançada tem problemas em controlar a sua bexiga e as mulheres têm o dobro de probabilidades dos homens de serem afectadas, cerca de 38%.

A incontinência urinária pode estar associada a vários problemas de saúde como: secura vaginal após a menopausa, hipertrofia prostática no homem, fraqueza dos músculos pélvicos após o parto, infecções urinárias, cálculos na bexiga (pedra), doença vascular, excesso de peso, diabetes e certas medicações.

Na grande maioria dos casos, através da história do aparecimento da incontinência e do exame físico, o médico consegue descobrir a causa e desenvolver um plano de tratamento.

Existem vários tipos de incontinência: urgência, stress, mista, por regurgitação e funcional.

A incontinência de urgência consiste na incapacidade de adiar a micção por mais do que alguns minutos, depois de se sentir a necessidade de urinar, e o seu tratamento pode passar por efectuar intervalos regulares entre as micções antes que surja o episódio de urgência.

A incontinência de stress define-se pequenas perdas de urina, provocados por um aumento da pressão abdominal (tosse, riso, espirro) e pode aliviar-se com a aplicação de estrogéneos na vagina, bem como o reforço da musculatura pélvica através de exercícios específicos.

A incontinência por regurgitação é sobretudo nocturna e observa-se a perda de pequenas quantidades de urina quando a bexiga se torna demasiado volumosa e não consegue reter a urina, o tratamento cirúrgico é na grande maioria das vezes o tratamento ideal.

Considera-se incontinência funcional quando não existe dificuldade com a retenção de urina, mas existem problemas na cognição ou mobilização que impedem de chegar ao quarto de banho rapidamente e neste caso o tratamento deve incidir sobre a doença que gera essa incapacidade.

Apesar de todos os esforços, existem doentes que podem manter-se incontinentes, e, por isso, têm que utilizar material absorvente protector. Embora esta seja a única forma de poder resolver o problema em alguns casos, o seu uso generalizado é contra producente, pois os doentes, desta maneira, aceitam a incontinência como consequência da idade e não procuram suporte médico para se curarem.
Além disso, este material é caro e, a longo prazo, pode causar irritações e lesões cutâneas importantes.

As pessoas tendem frequentemente a conviver com a incontinência sem procurar ajuda profissional, porque se sentem receosas ou têm vergonha de falar do problema com o seu médico, ou porque pensam incorrectamente que a incontinência é uma consequência normal do envelhecimento.

Muitos casos de incontinência podem ser transitórios e reversíveis com medidas simples em alguns casos, e, em muitos outros, controlado ou melhorado com terapêuticas apropriadas, por isso se sofre de incontinência urinária contacte o seu médico assistente.