POLÍTICA   PDM
Sexta-feira, Março 12, 2010

Num país onde abundam leis de difícil para não dizer impossível cumprimento, a demora só pode espantar os mais distraídos ou os crentes que julgam viver num verdadeiro estado de direito. Mas adiante, que o que me trás cá não é o atraso!

O PDM foi apresentado nas vilas e quem participou nas jornadas promovidas pela câmara e ouviu o que foi dito pelo presidente de então, o mesmo de agora, ficou convencido que aquele era o princípio de um processo a aprofundar visando ouvir e dialogar com os cidadãos, num acto de participação democrática na definição de um documento de importância capital para o concelho, as vilas e demais freguesias.

Mas, soube-se na reunião pública quinzenal, não é bem assim.

As linhas gerais, as traves mestras do PDM estão traçadas e sobre essas não há discussão. Para eventual debate público ficam questões de pormenor.

A ser assim, o debate público é um simulacro de participação popular e, pelo menos no caso concreto da vila das Taipas, constituirá enorme frustração.

Quem participou na iniciativa levada a efeito nas Taipas saiu da apresentação pública com a promessa de que o debate ficava para mais tarde, exactamente para o momento da discussão alargada a promover. Pode a Câmara Municipal de Guimarães alegar que honrará a promessa e ouvirá nas pessoas, as organizações e a junta de freguesia, que o gesto, embora louvável, seria legalmente inócuo porque impossível de alterar o que os sábios centralistas de Lisboa ou do Porto reservaram para si em exclusividade.

É por coisas destas e outras iguais a elas que eu quero a regionalização. Para não depender do Terreiro do Paço e dos caprichos e interesses dos ocupantes de turno do Poder Central.