PUB
“Ano Novo Vida Nova”
Quinta-feira, Janeiro 8, 2004

Era bom que assim fosse. Mas só com muito optimismo e com a ajuda de todos é que irá ser. E porquê? Porque o 2003 foi um ano em que, entre vários acontecimentos, se:
– verificaram muitas falências;
– atingiram valores de desemprego iguais aos de há dez anos atrás, ou seja, cerca de 500 mil desempregados;
– desvalorizou a maior onda de calor de que há memória, donde resultaram milhares de euros de prejuízo, vinte mortes, cerca de 400 mil hectares de área ardida e a certeza de que não estamos preparados para fazer frente a este e a outros acidentes naturais (alerto para a realidade que uma onda de calor e/ou frio é o segundo acidente natural que mais mortes provoca, já que o primeiro são os sismos – veja-se a recente catástrofe no Irão);
– deu (e ainda bem) caça à pedofilia em Portugal. Apesar de continuar a acreditar nas instituições democráticas e órgãos de soberania, desejo, seriamente, que o desfecho não seja mais “uma montanha que pariu um rato”;
– fez tudo e mais alguma coisa para ultrapassar o défice e não se conseguiu;
– deu continuidade à megalomania do Euro 2004, donde resultou uma factura que já está a ser paga por todos nós e que durará alguns anos a saldar;
– continuou a morrer estupidamente em acidentes de trabalho e nas estradas;
– deu apoio à invasão do Iraque;
– enviou a GNR para o Iraque.
Mas nem tudo foram desgraças: tivemos as vitórias do Futebol Clube do Porto.

Por cá e, apesar de também termos sofrido efeitos colaterais deste ano de recessão económica, iniciaram-se obras importantes, como o arranque da 4ª fase da Variante e a mudança do lugar da feira, e realizaram-se outras, como, alguns arranjos urbanísticos, a colocação de infra-estruturas básicas, preocupações com o trânsito e a remodelação das cantinas/refeitórios das duas Escolas do Primeiro Ciclo: Pinheiral e Charneca.

Para 2004 e, como bóia de salvação, temos a vontade e as promessas dos governantes que nos dizem, com muito optimismo, que ele vai ser o ano da retoma (com tantos aumentos anunciados não sei como é que vai ser) e da saída (com sorte só lá para o Verão) lenta e gradual da depressão económica e de falta de auto-estima em que a maioria dos portugueses foram, social e democraticamente, colocados.

Como contributo para esta necessária mudança, vou continuar a criar condições para que a Junta de Freguesia de Caldelas concretize tudo o que planeou e a pagar os meus impostos, pois quem ganha com isso somos todos nós, ou seja, os que já cá estamos e os que ainda virão.

Pê éSses finais:

Este ano as iluminações de Natal são simples e de muito bom gosto. No entanto, continuo a dizer que é pena que as mesmas não sejam colocadas, como noutros lugares, um bocadinho mais cedo. Como contributo, sugiro que para o próximo Natal os moradores coloquem iluminações exteriores nas suas residências.

Em relação à minha proposta para a criação da associação AQUEIXA – Associação dos que se Queixam por tudo e por nada e que têm tempo para tudo e mais alguma coisa, fui informado, por fontes fidedignas, que os mesmos de sempre já demonstraram interesse e disponibilidade em constituir os órgão sociais e criar os estatutos. Como estamos, mais uma vez, na presença dos mesmos – os que se esconderam e, se não mandaram, também não conseguiram (ou não quiseram) impedir que outros fossem a casa do Presidente da Junta de Freguesia de Caldelas exigir que “fosse embora e fosse morar para a terra dele”, mas que se esqueceram que o Presidente da Junta de Freguesia de Caldelas é das Taipas, vive nas Taipas e sempre fez mais pelas Taipas do que eles todos juntos – recomendaria que, antes da publicação dos estatutos em Diário da República, alterassem o nome da Associação para AQUEITA – ASSOCIAÇÃO DOS QUEIXINHAS DAS TAIPAS. É mais mediático, mais televisivo, mais bairrista.

26