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SAÚDEPrevenção de Acidentes Rodoviários nas Crianças
Sábado, Novembro 7, 2009

Os acidentes rodoviários continuam a ser a principal causa de morte e incapacidade permanente nas crianças e adolescentes em Portugal. A taxa de mortalidade por esta causa representa o dobro da média europeia e colocam Portugal no topo da mortalidade infantil.

Nos acidentes rodoviários, a criança-passageiro contribui para 50% do total de mortes, sendo o álcool e o excesso de velocidade os factores preponderantes para que estes ocorram. Assim, é essencial cumprir as normas e a legislação em vigor, de modo a contrariar estes dados tão preocupantes.

As crianças devem viajar sempre em sistemas de retenção apropriados (“cadeirinhas”) e voltadas para trás, até pelo menos aos 18 meses, de modo a melhor proteger a cabeça, o pescoço e as costas. Não há nenhuma cadeira para a frente que proteja tanto como as cadeiras voltadas para trás e, em caso de acidente, podem salvar a vida de 9 em cada 10 crianças. Por isso, se for possível viajar com a criança voltada para trás até ainda mais tarde, tanto melhor! É preferível a sua colocação no banco traseiro do automóvel e nunca podem ser utilizadas se houver um airbag frontal activo.

Segundo o artigo 55.º do Código da Estrada, é obrigatório que as crianças menores de 12 anos ou com menos de 1,5m viajem com este dispositivo. Está provado que o sistema de retenção adequado ao peso, idade, tamanho da criança e bem instalado no automóvel, reduz a ocorrência de morte ou lesões graves de 60% a 95%. Devem ser sempre utilizadas, mesmo em distâncias curtas, já que 67% dos acidentes de viação ocorrem em percursos curtos. A sua não utilização é considerada uma contra-ordenação grave, punida por lei.

Antes de se efectuar a compra há que ter em atenção se a cadeira é universal e homologada com etiqueta E, isto é, se foi testada e aprovada de acordo com a norma internacional mais recente (R44/03). No entanto, o ideal é experimentá-la no carro e com a criança.

Desta forma, uma criança nunca deve viajar solta ou ao colo e a correcta utilização das cadeiras limita em grande medida as consequências dos acidentes.

Para além destes cuidados, é dever de todos os cidadãos adoptar uma condução defensiva: usar sempre o cinto de segurança; não estacionar nos passeios ou em cima das passadeiras; não beber álcool se conduzir, respeitar os sinais de trânsito, conduzir a uma velocidade adequada, reduzindo para 30 km/h nas zonas onde há escolas ou áreas de recreio, etc. Tenha a noção que os atropelamentos mortais associados a excesso de velocidade são punidos como homicídio negligente!

Assim, não podemos continuar sem agir! Há que eleger uma atitude responsável e uma postura radical na prevenção dos acidentes, de modo a melhorar o ambiente rodoviário para todas as crianças, tornando-o mais seguro e aceitável!

Só com o empenho de todos, nomeadamente dos pais e de outros familiares, dos representantes políticos e dos profissionais de saúde, se poderá controlar este flagelo!

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