Arte, criação e indústria confluem em Guimarães para o sexto Westway Lab
Arte, criação e indústria confluem em Guimarães para o sexto Westway Lab
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Quinta-feira, Abril 11, 2019

Processo, pensamento e produto associados à música têm epicentro em Guimarães até ao dia 13 de abril. Além de encontros com agentes do meio, estão programados concertos (muitos), com destaque para o programa de sábado com os “city showcases” e o concerto de Tashi Wada com Julia Holter.

Aquilo se tornará na parte mais visível da sexta edição do Westway Lab começou a ser criado no início do mês de abril. É a procura essencial da criação que se trata, quando o festival convida artistas de hemisférios estéticos diferentes para trabalhar em conjunto durante uma semana, no Centro de Criação de Candoso. Nesta altura começou o processo criativo de oito artistas portugueses, canadianos, italianos e austríacos.

O argumento repete-se a cada edição, mas não há muito por onde contorná-lo – o Westway Lab, sendo um festival, é-o com características especiais. Durante a primeira metade do mês de abril, toda a “cadeia da produção” artística ligada à música confluem no Centro Cultural Vila Flor – processo, pensamento e produto, são as três abordagens que se fazem à indústria musical nacional e internacional.

A parte mais visível, aberta ao público acontece durante o fim de semana de 10 a 13 de abril. O concerto de abertura do Westway Lab, na quarta-feira, 10, marcou o regresso do músico holandês Jacco Gardner a Guimarães, desta vez para apresentar o disco de 2018 chamado “Somnium”.

O cartaz de concertos da sexta edição do Westway Lab marca outro regresso – o de Julia Holter, que desta vez vem acompanhar Tashi Wada (na foto). O compositor norte-americano lançou em 2018 o disco “Neu” onde, além de Julia Holter, participa também o percussionista Corey Fogel.

Uma outra característica que torna o Westway Lab um momento particular na agenda musical de Guimarães é a assunção do trabalho em rede, de que resulta um frutuoso conjunto de propostas. O país em foco nesta edição é o Canadá, de onde tem saído alguma da melhor música na última década e meia. Alguns desses artistas poderão ser apreciados na sexta-feira, 12 de abril.

São várias as redes de artistas que se cruzam por estes dias em Guimarães. Na mesma altura, a Why Portugal, responsável pela colocação de artistas portugueses noutros países, apresenta em Guimarães alguns dos seus trunfos.

Outro dos momentos mais celebrados a cada edição é a abertura à cidade, onde a música vai ocupando espaços notáveis ou inusitados. Durante a tarde de sábado, 13 de abril, a música passará pelo Santa Luzia Arthotel, Convívio, Oub’lá, Bar da Ramada e o Tribuna. Nesta ronda pela cidade tocam os smartini Bar da Ramada, às 18h30.

O sábado encerrará com a apresentação, já no palco do CC Vila Flor de Black Mamba. A banda de Pedro Tatanka lançou em 2018 o disco “The Mamba King”, explorando o cruzamento de blues-rock-funk, sonoridade que vem caracterizando a banda desde a sua estreia, em 2012.

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