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Área protegida da Penha ao Parque da Cidade
Área protegida da Penha ao Parque da Cidade
Quinta-feira, Abril 13, 2017

À margem da reunião de Câmara desta quinta-feira, 13, o presidente Domingos Bragança anunciou um novo desígnio para a autarquia: inserir a Penha na Rede Nacional de Áreas Protegidas.

São 120 hectares de área que a Câmara quer recuperar na Montanha da Penha. O Plano de Acção, que envolve a Irmandade da Penha, técnicos de urbanismo e da área ambiental da autarquia, membros do Conselho Executivo da Candidatura Capital Verde Europeia, o Laboratório da Paisagem e a Universidade do Minho, já está a ser elaborado. O objetivo é inscrever a Penha na Rede Nacional de Áreas Protegidas.

À margem da reunião de Câmara desta quinta-feira, 13, o presidente Domingos Bragança anunciou um novo desígnio para a autarquia: inserir a Penha na Rede Nacional de Áreas Protegidas. Isso implica trabalhar em várias frentes: “elaborar uma rota da biodiversidade”, protegendo “a mancha florestal desde a Montanha da Penha até ao Parque da Cidade”. “Incluirá toda a mancha, que será autóctone, todas as espécies de árvores que ladeiam este caminho, que farão progredir a fauna, nomeadamente as aves”, explicou o presidente de Câmara.

No caso de os proprietários não conseguirem sustentar a requalificação das zonas florestais, Domingos Bragança propõe-se a adquirir os terrenos, numa área que envolve a Lapinha, Costa, Calvos, Mesão Frio e Monchique. Este Plano de Acção, que tem um horizonte temporal de cinco anos, poderá concretizar um projeto antigo: a ligação da chamada “Curva da Morte” à Lapinha, que deverá ser feita com “materiais adequados à Montanha, com paralelos e muros de pedra”.

O grande desígnio passa, segundo Domingos Bragança, pela “continuidade, sem separação” entre a cidade e a Montanha. Neste aspeto, o Teleférico da Penha pode desempenhar um papel importante e o autarca voltou a falar de uma medida há muito prometida: a criação de um cartão exclusivo para munícipes.

Numa parceria com a Irmandade da Penha, que está a requalificar o Hotel da Penha, a autarquia acordou com esta instituição que aquela unidade vai acolher os laboratórios da cozinha científica. Trata-se de um projecto da Universidade do Minho que funcionará em articulação com a Escola-Hotel do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave.