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Apresentado programa para o quarto Westway Lab Festival
Apresentado programa para o quarto Westway Lab Festival
Sexta-feira, Março 10, 2017

Foi divulgado o programa da quarta edição do Westway Lab Festival, marcado por uma fusão com a cidade de Guimarães e com a chamada de novas disciplinas artísticas. A edição conta ainda com a estreia de um concerto encomendado pelo festival que juntará o coletivo Quest com a Orquestra de Guimarães.

À quarta edição o Westway Lab Festival (WWLF) renova-se num conjunto de novidades que, por um lado, apostam na diversidade de referências geográficas trazidas ao festival, principalmente através da música; e, por outro lado, reafirmam uma estratégia consecutiva de aproximação que se faz à cidade de Guimarães.

O festival ambivalente ocupará a cidade, em vários espaços, de 5 a 8 de abril. O Westway Lab tem-se afirmado como um momento fundamental para o encontro de promotores e artistas, que discutem e partilham experiências do mercado da música. Este é um lado do festival mais dirigido para os profissionais, que farão, alguns deles, parte do cartaz de concertos que constroem o lado mais visível deste festival que são os concertos e showcases.

O festival começa com a fase da criação, com as residências artísticas, juntando vários artistas, de diversas proveniências e linguagens musicais, para trabalhar em conjunto durante uma semana no Centro de Criação de Candoso (de 27 de março a 4 de abril). O trabalho que daqui resultar será mostrado em showcases, nos dias 5 e 6 de abril, no café-concerto do CC Vila Flor.

Uma das novidades na edição deste ano é a introdução do cinema no conjunto de disciplinas de trabalho, que será tema nas Conferências PRO, que fazem outro conjunto de atividades que não são imediatamente visíveis ao público. Esta abordagem à sétima arte será feita através de uma parceria com o festival South by Southwest Festival (SXSW), um festival muito semelhante ao Westway Lab em termos da organização da sua estrutura e das suas abordagens.

O Westway Lab Festival abre-se à cidade a partir do dia 5 de abril, quando se realizam as talks – conversas informais em espaços emblemáticos da cidade. O Tio Júlio e o Cor de Tangerina são repetentes. O Café Milenário é uma novidade da edição deste ano. Nessa mesma quarta-feira, 5, terão lugar os primeiros showcases, altura em que o público é chamado a apreciar o trabalho desenvolvido pelos artistas convidados em regime de residência artística.

Outra novidade da edição quatro do WWLF são os City Showcases que, mais uma vez, ocuparão vários espaços da cidade – no CAAA, no Convívio Associação Cultural, no Bar da Ramada e no All Guimarães. Aqui vão mostrar-se propostas que ligam a Suécia à Inglaterra, Portugal e Paris.

O argumento tradicionalmente mais forte do WWLF costumam ser os concertos, que decorrerão em ambos os auditórios do CC Vila Flor. Este ano com destaque para a estreia do concerto de “At the still point of the turning world”, pelo coletivo Quest (Luís Fernandes e Joana Gama), a quem se juntará Orquestra de Guimarães para interpretar a peça pela primeira vez. O trabalho conta ainda com José Alberto Gomes no trabalho de orquestração.

Esperam-se ainda o regresso dos You Can’t Win, Charlie Brown ao palco do CCVF e os norte americanos XIXA. Os projetos Lince, da vimaranense Sofia Ribeiro, que se apresentará num formato diferente do habitual; e ainda a apresentação do disco novo dos :Papercutz, entre muitos outros nomes que passarão por Guimarães durante o festival.