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André Coelho Lima exige pedido de desculpas à Vimágua
André Coelho Lima exige pedido de desculpas à Vimágua
Manuel Silva
Quinta-feira, Setembro 14, 2017

Candidato pela coligação JpG teceu duras críticas à  Administração da Vimágua no que respeita à posição assumida relativamente ao incidente ocorrido na Ribeira da Agrela no final do mês de agosto. Assunto também foi abordado na reunião de Câmara desta 5.ª feira​.

As águas residuais que trasbordaram para a Ribeira da Agrela, nas Taipas, no passado dia 29 de agosto continuam a dar que falar.

André Coelho Lima, na intervenção que realizou na noite da passada terça-feira, aquando à apresentação do programa eleitoral de Manuel Ribeiro à Junta de Freguesia de Caldelas, abordou o assunto e teceu duras críticas à Administração da Vimágua, exigindo mesmo um pedido de desculpas público.

Depois de ter elogiado a atuação de Constantino Veiga, por ter denunciado a situação, considerando ter-se tratado de “um serviço cívico” e que deveria ter sido merecedor de “louvores públicos “, André Coelho Lima referiu-se ao comunicado emitido pela Vimágua (1 e 2) como sendo “indecoroso e inadmissível”.  “Queria dizer ao senhor presidente da Vimágua que eu não lhe admito que ele se refira, nos termos em que se referiu, a um autarca do nosso concelho, seja ele qual for. Exijo um pedido de desculpas público porque, quem está à frente de uma empresa municipal, tem o dever de distanciamento mas, sobretudo, tem o dever de ser educado e respeitador”, disse ainda a este propósito.

Câmara sem competência para atuar sobre infrações

Este caso foi também levantado na manhã desta quinta-feira, na reunião quinzenal do executivo da Câmara Municipal de Guimarães, pelo vereador António Monteiro de Castro, que considerou a linguagem utilizada pelo presidente da Vimágua como “perfeitamente desadequada” e que esta questão tem que ser resolvida “porque custa a todos que a Vimágua esteja a pagar esgoto que não é esgoto mas que está misturado com águas das chuvas. Esta situação para além de ser muito grave em termos económicos é muito mau para uma cidade que quer ser Capital Verde Europeia”.

Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, abordou este assunto pelo lado daquilo que representa para todos este tipo de prevaricações ambientais e em relação à quais a edilidade se sente completamente impotente:  “A Câmara não tem competência de infração ou contra-ordenação. Pode contactar com as várias entidades fiscalizadoras mas a Câmara não pode actuar directamente e isso está errado. Já falei com o ministro do ambiente e se for preciso falo com o primeiro-ministro: é necessário que a Câmara Municipal tenha competência de fiscalização sobre os rios”.