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Ainda mais e melhor
Quinta-feira, Setembro 12, 2019

A confirmar-se o que indicou uma recente sondagem, o Partido Socialista prepara-se para fazer história, com António Costa a ser o mais votado não só na nossa região, cuja lista é liderada pela vimaranense Sónia Fertuzinhos, mas em todos os distritos de Portugal Continental – algo que nem a maioria de José Sócrates alcançou.

Perspetiva-se, pois, um novo ciclo, depois de virada a página da austeridade e de ter sido cumprido com sucesso o programa de recuperação de rendimentos, da confiança, do emprego, da economia e das contas certas, além da fundamental credibilidade internacional do país.

O ciclo que se avizinha é de consolidação e de sustentabilidade de um trajeto virtuoso, onde se incluem desafios estratégicos como a redução das desigualdades, a resposta ao desafio demográfico, o combate às alterações climáticas ou a construção de uma sociedade digital.

Para estes desafios, estão subjacentes regras de boa governação e, por aí, o modelo para vencer os reptos estratégicos da próxima década não dispensa o investimento na qualidade dos serviços públicos ou a afirmação das contas certas para a convergência com a União Europeia.

Em artigo recente, o prestigiado, insuspeito e influente «Financial Times» chamou “Senhor Sagaz” a António Costa, que liderou uma “geringonça” olhada com desconfiança em 2015 mas que, ao contrário de Itália, permanece estável e funcional. Há, pois, sinais de esperança em Portugal, que contrastam com o resto da Europa, onde o Brexit, em Inglaterra, pode pôr em causa, por muitos anos, o relacionamento do Reino Unido com a União Europeia.

Nesta moldura geográfica, surge Portugal com indicadores de fazer inveja: salários em níveis pré-crise, um défice próximo do zero ou uma taxa de desemprego de 6,7% que contrasta com os 14% de Espanha. Além dos indicadores económicos, salienta-se também, naquele artigo de jornal, a baixa taxa de criminalidade e uma atmosfera acolhedora do nosso país.

Nem tudo são rosas, é verdade! Mesmo assim, António Costa tem mais motivos para sorrir e para fazer ainda mais e melhor. Pois há novos desafios pela frente, como avançar com a reforma da administração pública e do setor bancário ou continuar o caminho da prudência orçamental, mas sem a austeridade punitiva.

O resultado tem sido a recuperação da confiança e a dinamização da procura interna que permitiram relançar o crescimento económico. E o slogan “Prometemos/Cumprimos”, mediatizado em 2015, emancipou-se da campanha e, quatro anos depois, tem hoje fundamentação e credibilidade política.