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Agrupamento 87 de Barco: “nós conhecemos a comunidade e a comunidade conhece-nos”
Agrupamento 87 de Barco: “nós conhecemos a comunidade e a comunidade conhece-nos”
Quinta-feira, Novembro 15, 2018

O Agrupamento 87 de Barco foi fundado a 7 de abril de 1963. Ricardo Alves, Chefe do Agrupamento, dá aconhecer um pouco da história deste grupo escutista e apresenta alguma reflexões sobre o presente deste movimento.

Como surgiu o Agrupamento 87 de Barco?

Foi no ano de 1960 que um grupo de jovens se reuniu, entre outros, José Alves da Silva, Fernando Marques Ribeiro, Pedro Ribeiro da Costa, José Pereira da Silva e António da Silva Rodrigues, com a finalidade de fundar o Escutismo em Barco.

O pároco da freguesia, Padre Mário Marques Sá Carneiro, foi contactado a fim de lhe serem expostos os desígnios e também o pedido de cedência do salão paroquial, para realização das reuniões.

Em 1961, juntaram-se ao grupo José da Silva Rodrigues, Adelino Pereira da Silva e Jerónimo Baptista Cardoso.Começaram os contactos com o Agrupamento de Campelos (agora Ponte) e o Núcleo de Guimarães, solicitando auxílio, que foi concedido.

Em 1962, foi comunicada pelo Núcleo a data provisória da fundação do agrupamento para janeiro de 1963, que, por razões alheias à sua vontade, não foi possível, ficando adiada para 7 de abril.

O ano de 1964 foi bastante agitado, pela chamada dos elementos da direção ao serviço militar obrigatório. Por este motivo, foi indigitado para a chefia do agrupamento, Francisco de Oliveira Freitas, que continuou até 1966. O agrupamento esteve inativo entre 1966 e 1974.

É um dos mais antigos do núcleo de Guimarães. Isso é um motivo de satisfação ou de responsabilidades acrescidas?

É motivo de grande satisfação porque já celebrámos 55 anos de vida. Com isso, centenas de jovens tiveram oportunidade de crescer dentro dos valores escutistas e da Igreja.

Sabemos também que é uma grande responsabilidade, continuar a dar resposta a muitos jovens que procuram, no escutismo, um estilo de vida que proporcione a verdadeira felicidade.

O agrupamento dever ter tido outros momentos mais complicados.

O ano de 1992 foi marcado por uma grande viragem e turbulência na direção do agrupamento. Foi neste ano que uma nova direção provisória tomou posse após a direção anterior ter solicitado a demissão, pondo fim a uma liderança de 29 anos de José Alves da Silva. Constituiu-se uma direção provisória pelo chefe Joaquim Mendes Ribeiro e três caminheiros.

Os momentos positivos serão, por certo, em maior número. O que pode destacar de mais relevante ao longo destes anos?

Em 1984, foi a entrega, pelo pároco Padre Manuel Joaquim de Sousa, ao chefe de agrupamento, José Alves da Silva, da chave das novas instalações para a sede escutista, que temos hoje.

Ao longo dos anos tivemos várias participações em atividades de núcleo, regionais e nacionais; participação no 17º Acampamento Nacional, no ano de 1987, em Bagunte, Vila do Conde; no Acanuc de 1999, em Gondar; no Acanuc, em 2004, em Carrazeda de Ansiães; no XXI Acanac do centenário; Acareg 2010 com exploradores e pioneiros; no Acanuc 2011 com exploradores, pioneiros e caminheiros e a participação nos Acanac’s 2012 e 2017, em Idanha-a-Nova. 

Recentemente, em 2013, tivemos o ponto alto do agrupamento com a Celebração das Bodas de Ouro do escutismo em Barco, com o tema “Construir Valores”, de que, entre várias atividades comemorativas, podemos destacar o acampamento de aniversário com a presença de 600 escuteiros do núcleo de Guimarães.

Para finalizar, no ano escutista transato, 2018, tivemos as comemorações dos 55 anos de existência do escutismo em Barco, com o tema “Despertar para Ti”.