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Abaixo os semáforos no centro da vila
Sexta-feira, Novembro 2, 2007

Escrevi em Dezembro de 2006 que um dos meus desejos para as Taipas em 2007 era que os semáforos avariassem. Não por que desejaria que a Câmara de Guimarães entrasse em despesas com o arranjo dos semáforos. Queria mesmo é que os deixasse intermitentes para que os automobilistas sentissem a sua presença e não a sua intervenção. Seria esta forma de actuação que se exigiria das forças de segurança: os cidadãos teriam que sentir a sua presença e a sua intervenção seria limitada à necessidade – princípio da presença máxima e intervenção mínima.

Recordo que a exigência dos semáforos no centro da vila aconteceu numa data em que a circular das Taipas ainda não existia, o que obrigava o trânsito a afluir e a fluir pelo centro; a feira realizava-se no centro; o trânsito em direcção a Famalicão passava pelo centro. Hoje, aqueles condicionalismos não se verificam.

Nos dias que correm, há outras preocupações. A poluição e economia são as que se encontram na “ordem do dia”. O preço do petróleo raia os 100 dólares;
Existe um marca de automóveis que já tem em circulação um modelo equipado com um dispositivo automático que desliga, de imediato, o veículo, quando tem que parar, ligando-se quando tem que reiniciar a circulação: esse dispositivo tem duas finalidades: poupar combustível e reduzir as emissões de CO2.

Dizem as notícias que existe um movimento na Alemanha conducente à eliminação dos semáforos por razões de segurança, no pressuposto que a existência dos semáforos desresponsabiliza os condutores.

Durante nove meses, de Janeiro a Setembro de 2007, não houve Taipense que fosse, que reivindicasse a necessidade dos semáforos em funcionamento.

Não há volume de trânsito que o justifique. Nem mesmo no temível mês de Agosto se sentiu congestionamento para que os semáforos ordenassem o trânsito. A autoregulação tem chegado para as necessidades e nem a invocação do argumento da segurança pode merecer acolhimento pois nenhum acontecimento o exigiu.

Os semáforos a funcionar no centro da vila, na actual realidade, criam grande volume de trânsito artificialmente – existem mais paragens do que circulação, o que provoca aglomeração. Geram mais poluição – o tempo de paragem, em qualquer dos lados, é de cerca de um minuto. Fazem perder tempo às pessoas. Afastam as pessoas de se deslocarem ao centro da vila com prejuízo para o comércio existente.

Por todas as razões expostas, repudio o argumento de que se os semáforos existem têm de funcionar. Têm de funcionar se forem necessários funcionar. Quando constituem um estorvo, uma intromissão injustificada na vida dos cidadãos: eliminem-se!