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A segunda vaga
Quinta-feira, Setembro 10, 2020

Mesmo que não sejamos especializados em medicina, percebe-se, pela estatística recente, que a evolução da pandemia nos vai conduzir, inevitavelmente, a uma segunda vaga. A situação não é ainda alarmante, mas não deixa de ser preocupante.

E, por isso, é fundamental que a primeira exigência seja a da cidadania, a educação cívica, a necessidade do cumprimento de regras estabelecidas pelas autoridades.

Em consciência, se não houver zelo e cuidados individuais, desde logo pela extrema importância de utilizar uma máscara, a contaminação voltará a progredir. A proteção individual será, pois, determinante para conter os números da COVID-19, que nos tem incomodado em 2020.

A responsabilidade é de todos. O novo normal significa que teremos de saber viver em estado de pandemia. Um “normal presencial”, alicerçado já no regresso à escola, cumprindo as lides quotidianas, sem suspender a economia, com as entidades públicas a executarem o seu papel, mas os cidadãos também. O comportamento será, aqui, capital.

“Guimarães está a fazer um trabalho de preparação para o pior, esperando que tudo corra pelo melhor”, disse recentemente o Presidente da Câmara Municipal, Domingos Bragança, que alertou para a importância de todos conhecerem os planos de contingência. Que são públicos. Que estão disponíveis à distância de um clique.

A comunicação da mensagem é fulcral. Saber como agir é um primeiro passo para travar a infeção. Sendo do conhecimento generalizado, evitar-se-ão, certamente, cadeias de alarme. E, pelo bem comum, todos faremos o recomendado pelas autoridades.