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A Roleta Russa do Tino
Quinta-feira, Agosto 2, 2007

Volto ao tema da Junta de Freguesia de Caldelas.

Na última sessão da assembleia, além das recorrentes trocas de galhardetes entre eleitos socialistas e sociais-democratas, foi possível aos presentes – infelizmente poucos – perceberem a encruzilhada em que o executivo da freguesia se encontra.

Por consequência de uma estratégia errada e condenada ao fracasso desde o início, a equipa do arquitecto Constantino Veiga está confrontada com um dilema: nas relações com a Câmara ou arrepia caminho ou insiste nele. Neste momento, a equipa está dividida e desorientada, sendo necessário esperar pelos próximos dois meses para saber qual o lado para onde cai.

O Tino é um voluntarista, acha que basta ele querer para a obra se fazer. Mas a vida, ao contrário do que disse um filósofo alemão, não é só expressão da vontade e daí a frustração que ele não esconde ao ver o tempo esgotar-se sem que as obras prometidas apareçam. Ao contrário do que Tino pensa, nem sempre que ele quer a obra nasce.

Entre dar a mão à palmatória e permanecer irredutível, o casmurro do Tino bloqueia e cego enxerga fantasmas e inimigos nos moinhos que encontra na sua caminhada para o abismo, recusando as vozes amigas ao mesmo tempo que se deixa tentar por propostas sedutoras mas falsas.

O jogo que ele está a jogar é perigoso, é a roleta russa que não sabe manejar.
Com o seu eventual contorcionismo político as Taipas não vão ganhar nada e ele vai perder a oportunidade de salvar o mandato, depois de recair na perda da dignidade.

Quando acordar, vai ver o logro em que mais uma vez caiu. Sentir-se-á ofendido, gozado, usado e tenderá a reagir arrastando as Taipas para um beco.

Na sessão a que inicialmente me refiro, procurei aliciar o Tino para mudar de estratégia, oferecendo-lhe uma saída honrosa para ele e benéfica para as Taipas. A bola está do lado dele. Esperemos para ver se a mete na baliza ou se chuta ao lado.