A morte de um taipense no Hospital de Braga, em 1710
Quinta-feira, Novembro 7, 2019

Através de um assento de óbito redigido pelo Padre Gabriel de Matos, pároco da freguesia de São Tomé de Caldelas, datado de 22 de dezembro de 1710, temos notícia que “vierão novas sertas”, a esta freguesia que tinha falecido “da vida prezente” no Hospital de Braga, António, solteiro, filho de Jacinto Gomes, já defunto, e de sua mulher Jerónima Francisca, moradora no lugar do Piairo. Segundo este registo paroquial, sabemos que após a chegada às Taipas da notícia do seu falecimento, a sua mãe mandou fazer um ofício de três padres na Igreja paroquial de Caldelas. Este assento é muito parco em informações: por exemplo, não temos informes sobre a causa da morte.

Apenas sabemos que este taipense teria falecido no Hospital de São Marcos, administrado pela Santa Casa da Misericórdia de Braga. Este hospital teria sido criado nos inícios do século XVI, tendo sido confiado a sua administração por um diploma de D. Frei Bartolomeu dos Mártires datado de 19 de outubro de 1559, à Misericórdia de Braga. Anteriormente, este hospital estivera sob a administração da Câmara de Braga.

No entanto, consultando o assento de batismo deste taipense falecido no hospital de São Marcos, sabemos que foi batizado pelo Padre Agostinho Pereira, pároco de São Tomé de Caldelas, a 7 de junho de 1692, na igreja da mesma freguesia. Seus pais eram moradores no lugar do Piairo, sendo seus padrinhos, a saber: António Luís, da Boucinha; e Maria, solteira, filha da Domingos Dias, moradores em Santa Leocádia de Briteiros. Em suma, podemos acrescentar que este taipense faleceu nesta instituição hospitalar bracarense com a idade de 18 anos.