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A morte de um soldado taipense na Praça de Valença (1810)
Quinta-feira, Dezembro 5, 2019

A consultarmos os assentos de óbito da freguesia de São Tomé de Caldelas, temos documentada a morte de um soldado oriundo desta freguesia, durante as invasões napoleónicas (1807-1811).

No assento de óbito redigido pelo vigário Custódio José Fernandes Borges, é dito que no dia 20 de novembro de 1810, chegou a esta freguesia, a notícia da morte do soldado miliciano Francisco de Freitas, morador no lugar do Penedo, que na altura tinha assentado praça na Praça de Valença do Minho.

Através da leitura do mesmo registo de óbito, sabemos que o portador desta notícia fora Custódio José Marques morador no lugar da Cabreira, da freguesia de São Clemente de Sande. Custódia da Silva, na qualidade de mulher do defunto, mandou fazer os bens de alma, como era usual nesta paróquia.

Este assento de óbito não especifica qual a causa de morte deste soldado miliciano taipense, nem qual a sua relação com  Custódio Marques, portador da notícia. Podemos no entanto, especular, que possivelmente Custódio Marques seria companheiro de armas do falecido.

Relativamente ao papel da fortaleza de Valença do Minho, durante as invasões francesas, sabemos que dia 9 de abril de 1809, o exército francês liderado pelo marechal Soult cercou Valença. Recorde-se que, durante estes dias de ocupação durante a 2ª invasão, ficaram para a história como escaramuças, pressão militar, assaltos à Câmara Municipal e às igrejas, com o roubo de ouro, prata, relíquias e viveres e a defesa inteligente do Governador da Praça de Valença, Custódio César de Faria.